A Vittia, produtora de insumos de alta tecnologia para a agricultura, registrou uma receita bruta de R$ 858 milhões em 2021, uma alta de 49% se comparada a 2020. Os destaques foram os segmentos de defensivos biológicos, que atingiu R$ 106,6 milhões no ano passado, salto de 89%, e o de inoculantes, crescimento de 47%, chegando aos R$ 59 milhões de receita. 

Chamados de produtos biológicos, os defensivos biológicos e os inoculantes têm impressionantes 79% de margem bruta. Pensando em todas as empresas listadas na Bolsa, não conseguimos nos lembrar de nenhuma companhia que tenha margens tão altas em algum segmento. 

Com o desempenho dos produtos biológicos, o EBITDA ajustado totalizou R$ 176,1 milhões, 54% acima do ano anterior. O lucro líquido também subiu de R$ 93 milhões para R$ 107,7 milhões.

“Tivemos um ano desafiador por conta da falta de suprimentos. No entanto, soubemos aproveitar as oportunidades. Registramos um crescimento nos defensivos biológicos, linha que estamos focados”, disse o CFO da companhia, Alexandre Frizzo. 

Não à toa, a empresa intensificou seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento neste segmento. No ano passado, os recursos voltados apenas para produtos biológicos foram de R$ 12,2 milhões – um salto de 52,9% se comparado a 2020.

Somando-se a isso, a Vittia segue com seus investimentos na nova planta de defensivos biológicos formada por um centro de armazenagem e expedição e uma planta de produção, que já está concluída.

Guerra na Ucrânia

O impacto da invasão dos russos à Ucrânia no agronegócio brasileiro tem gerado bastante debate. Isso por que a Rússia exporta ao Brasil 23% dos fertilizantes químicos utilizados pelos agricultores. Belarus, país aliado ao governo de Vladimir Putin, é responsável por outros 6% do total.  A Ucrânia também é responsável por fornecer insumos básicos para a indústria de fertilizantes.

Apesar do cenário turbulento, a Vittia não tem muita exposição aos países envolvidos nessa guerra. “Nós não somos dependentes de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) e temos um portfólio de produtos tecnológicos e alinhados aos conceitos de sustentabilidade”, disse o CEO da empresa, Wilson Romanini.

Devido a possibilidade de aumento dos preços de produtos à base de NPK, os agricultores podem optar pelos fertilizantes especiais. “O produtor vai buscar alternativas para manter suas margens. Por isso, ele pode recorrer a mais tecnologia para aumentar sua produtividade”, sinalizou Frizzo.

Concorrência

Sobre o aumento da concorrência no setor que atua, o CFO comenta que esta não é uma preocupação. “É necessário que os fertilizantes biológicos sejam mais conhecidos. Quanto mais pessoas conhecerem esses produtos será mais fácil de disseminar essa tecnologia”, disse.

 

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