A Vale ainda sente os efeitos do rompimento da barragem em Brumadinho. Somente com medidas ambientais e acordos relacionados à tragédia a empresa provisionou US$ 1,19 bilhão.

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Outro desastre ambiental, ocorrido em 2015 em Mariana (MG), também impactou a Vale. A Fundação Renova – controlada pela Vale a BHP Billiton – realizou uma provisão adicional de US$ 383 milhões, o equivalente a R$ 1,477 bilhão, para os custos necessários para reparar e compensar os impactos decorrentes do rompimento da barragem

Os valores, somados, foram essenciais para que a companhia registrasse mais um trimestre sem lucro. De abril a junho deste ano, a Vale contabilizou um prejuízo líquido de R$ 133 milhões. O EBITDA, uma importante métrica de lucro operacional, sofreu uma queda de 20% e fechou o período em R$ 3,098 bilhões

O prejuízo surpreendeu o mercado  que esperava um resultado forte com a alta do preço do minério de ferro e a maior parcela de produtos premium vendidos. Prova disso é que o consenso Bloomberg, formado por analistas financeiros, apontava EBITDA da ordem de R$ 5,2 bilhões e lucro líquido de R$ 2,9 bilhões.

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O gráfico acima mostra que, de fato, os preços maiores contribuíram, mas as perdas de vendas, aumento de despesas de paradas e reparações relacionadas a Brumadinho derrubaram o resultado da companhia.

Teleconferência de resultados

A diretoria da Vale informou – durante o evento de apresentação de resultados realizado nesta quinta-feira (01) – que não há nenhuma discussão no momento quanto ao pagamento de dividendos. O foco, de acordo com a diretoria, é a diminuição da percepção de risco dos investidores sobre a companhia

Em relação à Mariana, a Vale fez um refinamento nas estimativas de custo de reparação com o começo das obras de assentamento da população afetada pela tragédia. O  que justificou a provisão adicional bilionária no trimestre.

Os diretores da Vale ainda disseram que a companhia espera fechar todos os TACs (Termo de Ajustamento de Conduta) com o governo referentes à Brumadinho até o final do ano. A mineradora estima que os custos de produção da empresa voltem ao patamar normal dentro de dois a três anos.

Veja aqui o resultado da companhia. 

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