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A Petrobras (PETR4) divulgou lucro líquido de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre deste ano. Com as vendas da transportadora de gás TAG e de 33,8% das ações da BR Distribuidora, os eventos não recorrentes foram os grandes responsáveis pelo recorde da companhia.

O EBITDA atingiu R$ 32,7 bilhões – alta de 19% em relação ao mesmo período de 2018. Este número é resultado do aumento do preço do petróleo e do dólar, do maior volume de vendas de diesel e das melhores margens de gasolina, nafta e gás natural.

Uma das grandes preocupações do investidor – a dívida – continua diminuindo.  O indicador dívida líquida em relação ao EBITDA caiu para apenas de 3,2 para 2,69 vezes em um ano.

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Um destaque do balanço é o aumento de 9 pontos percentuais na participação do pré-sal da produção – de 48% para 57%. A mudança faz parte da estratégia anunciada pela companhia de focar em ativos de menor risco e maior rentabilidade.

Teleconferência de resultados

Na apresentação de resultados ao mercado, a diretoria apontou que a meta da companhia é manter o caixa em torno de US$ 6,6 bilhões. Como a Petrobras fechou o semestre com US$ 17,4 bilhões em disponibilidades, é esperado que este excesso seja usado para quitar as obrigações da companhia.

Perguntados quanto ao pagamento de dividendos, os executivos reforçaram que a meta é equacionar o endividamento, diminuindo o custo da dívida de US$ 5 para US$ 3 bilhões anuais. Só após resolver este problema, a Petrobras deve aumentar a distribuição de dividendos. 

Com o resultado operacional forte e o programa de desinvestimento e redução da dívida em curso, os números da empresa foram bem recebidos pelo mercado. A ação da Petrobras fechou com alta de 4,06%, cotada a R$ 26,64.

Confira aqui o resultado da companhia.

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