BC decide juros com inflação em queda livre

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Amanhã, começa a reunião do Banco Central (BC) que decidirá a nova taxa básica de juros do país. A expectativa majoritária do mercado é de corte de 0,75%, o que traria a taxa Selic para 12,25% ao ano.

A pesquisa Focus desta segunda-feira (20) indica que, desde a última reunião do BC em 11 de janeiro, a expectativa do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) recuou de 4,81% para 4,43%. Essa queda abre espaço para cortes mais acentuados da taxa Selic.

Há quem diga que a inflação pode ser ainda menor. As instituições top 5 do mercado – aquelas que mais acertam estimativas – preveem inflação entre 4,2% e 4,14% para 2017.

Dois principais fatores ajudaram nesses últimos dias para essa queda de expectativa de inflação:

  • Queda do dólar. A redução dos preços dos produtos importados e daqueles cotados na moeda norte-americana aliviou a inflação. Desde a última reunião, a cotação caiu de R$ 3,18 para R$ 3,08.
  • Previsão de safra recorde. Os preços dos alimentos – grande vilão da inflação nos últimos anos – tendem a crescer pouco ou até recuar em 2017.

PIB e Juros

Os economistas ouvidos pelo Banco Central mantiveram as expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) e para a Selic.  A previsão é de crescimento de 0,48% da economia, enquanto os juros devem ficar em 9,50% ao ano.

Porto Seguro e a meta do bilhão

Queremos, não prometemos…

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No dia 6 de fevereiro, a Porto Seguro divulgou os resultados do último trimestre de 2016. Na mesma semana, foi a vez da teleconferência em que os diretores explicaram os resultados da companhia.  Até aí, procedimento padrão.

O que não sabíamos é que, a partir do dia 10, as novidades começariam: numa reunião em São Paulo para analistas de mercado e público em geral, os diretores apresentaram pessoalmente os números da empresa e responderam dúvidas.

Neste mesmo dia, a Agência Estado – Broadcast veiculou notícia que, segundo a Bovespa, “consta, entre outras informações, que a Porto Seguro espera que o lucro cresça em 2017 e alcance R$ 1 bilhão”.

Vale lembrar que a Porto fechou o ano passado com lucro líquido de R$ 915 milhões. Portanto, a estimativa significaria crescimento da ordem de 9,3%.

A bolsa brasileira, por sua vez, questionou a empresa, pois não identificou tais informações nos documentos enviados pela companhia.

Nesta segunda-feira (13), veio a resposta à Bovespa: “muito embora trabalhe para alcançar resultados próximos ao sugerido pelo referido portal de notícias, não há elementos, nesta data, que permitam assegurar que esses resultados serão ou não atingidos, ou mesmo para avaliar a possibilidade ou prazo para atingi-los”.

Assim, a Porto Seguro confirmou a intenção, mas não se comprometeu com a meta estabelecida.

Nos áudios da reunião disponibilizados pela empresa, podemos identificar duas passagens em que a meta é citada:

  • Fabio Lucheti – Presidente: (…) “nossa expectativa é que tenha sim uma margem de compensação entre o operacional e o financeiro. E a gente trabalha com uma expectativa de ter um lucro um pouco maior esse ano. Algo em torno de 10%”. (34 minutos)
  • Marcelo Picanço – Diretor: (…) “sobre o earnings, o orçamento, sim. Em torno de, a gente não faz projeções oficiais. A gente está buscando aqui e não é uma tarefa fácil, mas buscando ter uma expansão de earnings em torno de 10%. Um pouco mais, um pouco menos”. (49 minutos)

Em resumo, a meta do um bilhão de lucro líquido existe, mas não há certezas sobre quando e se esses objetivos serão atingidos.

Queda do lucro financeiro

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Quando questionado sobre como a queda da Selic impactaria seu resultado financeiro – a Porto Seguro possui R$ 9,8 bilhões em disponibilidades –, Marcelo informou:

(…) “A gente estima aqui uma queda talvez em relação ao realizado nesse ano para o ano que vem de uns 140 milhões de reais antes dos impostos, se você tirar o que é Previdência que acaba sendo transferido para o cliente. Então, isso é estimando por queda de Selic e mesmo já considerando uma certa performance”. (31 minutos)

Previsão de dividendos a pagar

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A empresa também foi questionada sobre a previsão de payout – proporção do lucro líquido distribuída aos acionistas através de dividendos e juros sobre capital próprio. “Para os dividendos que serão pagos agora, em abril, não há nenhuma perspectiva de aumento. Vai ser naquela linha de 35% de payout que nós vínhamos fazendo”, respondeu Marcelo. (54 minutos)

Concluindo – segundo as informações fornecidas pela diretoria da Porto Seguro –, é esperada uma forte queda no lucro financeiro, mas que deve ser mais do que compensada pelo aumento de margens no setor operacional. Os dividendos deste ano devem se manter no mesmo patamar do ano passado. Veremos!

A Porto Seguro é um dos nosso ativos. Veja aqui as ações que compõem a Carteira KB.

 

Foi a muito tempo atrás…

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Há quase uma década, as expectativas indicaram, pela última vez, uma inflação abaixo da meta de 4,5% estabelecida pelo governo.

No dia 4 de dezembro de 2009, a previsão era de 4,48% de inflação para o ano seguinte. A partir de então, as expectativas subiram ladeira acima.

Apesar de suas imperfeições, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial de inflação utilizado pelo Banco Central para decidir sobre a taxa de juros.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (13) no boletim Focus indicam que os analistas do mercado esperam inflação de 4,47% para este ano. Caso se confirme a previsão, seria a primeira vez em oito anos com inflação abaixo da meta.

PIB e juros Selic

Mais uma vez, houve um pequeno rebaixamento na expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,49% para 0,48% em 2017. Já para o ano que vem, a previsão de crescimento subiu de 2,25% para 2,3%.

As expectativas quanto à taxa de juros Selic se mantiveram estáveis em 9,50% e 9% para o final de 2017 e 2018, respectivamente.

O que é IPCA?

“IPCA registra em janeiro a menor taxa da história para o mês”

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (8), fechou em 0,38%. A manchete  do jornal Valor Econômico destaca o valor baixo do índice para janeiro, mês típico de fortes altas nos preços.

 Mas o que é IPCA? Como é formado? E para que serve esse indicador?

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IPCA é uma média das regiões

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é uma média ponderada das inflações das grandes áreas urbanas do país. Responsável por quase um terço (30,7%) do IPCA, a região de São Paulo tem o maior peso no cálculo, enquanto que Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, representa 1,5% do indicador.

Portanto, o IPCA divulgado para o país não coincide com o índice das regiões. Em dezembro do ano passado, por exemplo, o IPCA foi de 0,3% para o país. Entretanto, enquanto uma região teve deflação – Porto Alegre com 0,04% -, outra sofreu com forte alta – Brasília teve um aumento de preços em 1,12%.

A cesta de consumo do IPCA

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Como o nome bem diz, o índice se refere ao consumidor amplo. Através da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), são analisados os hábitos de consumo desde famílias pobres – com renda de apenas um salário  mínimo –  a até famílias pertencentes as classes mais altas da população – com renda de 40 salários mínimos.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) define então qual é a cesta de consumo desta população, atribuindo pesos para cada item de despesa. É a variação desses preços que forma o índice.

Para termos uma ideia, em janeiro deste ano, o item Saúde e Cuidados Pessoais teve peso de 11,6% no IPCA. A maior representação no indicador ficou por conta da Alimentação e Bebidas com 25,8%.

Sua Inflação X Inflação Oficial

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Como vimos, três características principais definem o IPCA:

  1. Média das regiões metropolitanas
  2. Consumo de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos
  3. Cada item de despesa tem um peso específico

Por conta disso, a inflação divulgada nunca reflete perfeitamente a alta dos preços de sua cesta de consumo. Por que?

Cada pessoa consome a maioria dos bens e serviços em apenas uma região metropolitana e a inflação em cada uma delas pode variar bastante.  No ano passado, por exemplo, Curitiba registrou 4,4% e Fortaleza chegou a 8,3%.

Os hábitos de consumo variam enormemente com a renda da família. Os itens “Automóvel Novo” e “Ônibus Urbanos” têm quase o mesmo peso no índice, 2,8% e 2,6%, respectivamente. Mas enquanto o preço do carro é uma realidade distante das famílias mais pobres pesquisadas, o custo da passagem de ônibus não afeta os mais ricos.

Por fim, o peso de cada item na cesta pode ser diferente da importância dele no total de gastos do indivíduo. Um aposentado que paga plano de saúde e compra regularmente remédios caros gasta mais do que os 11,6% de peso desse item. Enquanto que os não fumantes são imunes ao aumento do preço do cigarro, que responde por 1,1% do índice.

Como cada pessoa possui hábitos próprios de consumo, a inflação, de fato, de cada um é algo pessoal.

 Para que serve o IPCA?

Apesar de suas imperfeições, o índice tem ao menos duas aplicações importantes:

  • É a medida oficial de inflação utilizada pelo Banco Central para decidir sobre a política de juros. Quanto maior o IPCA, maior tende a ser os juros aplicados pelo banco para controlar a inflação.
  • Ele determina a remuneração dos investimentos. Os títulos Tesouro IPCA e Tesouro IPCA+ pagam uma taxa de juros fixa mais a variação do índice no período. Além deles, alguns bancos também oferecem CDBs e LCIs com rendimento atrelado ao índice.

Como os títulos públicos remuneram pela inflação oficial – o IPCA – e a sua inflação é diferente dela, esses investimentos não necessariamente lhe protegem perfeitamente contra a alta dos preços.

Banco Central cada vez mais perto da meta de inflação

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A inflação continua em ritmo de queda e pela quinta semana consecutiva os economistas do mercado financeiro sinalizaram para o recuo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Os dados divulgados nesta segunda-feira (6) no boletim Focus mostram uma retração de 4,70% para 4,64% do indicador, o que aproxima o Banco Central cada vez mais da meta de 4,5% estabelecida para este ano.

Pela primeira vez em anos, a expectativa de inflação das instituições top 5 do mercado – aquelas com maior índice de acertos nas estimativas – está abaixo da meta do governo. Entre as top 5 de curto prazo, a previsão é de inflação de 4,49%, enquanto que entre as melhores de médio prazo a mediana é de 4,45%.

 O resultado em parte se deve a crise econômica do Brasil que tem se refletido no consumo e no investimento.  Não à toa, o Serasa Experian registrou queda de 4,2% em janeiro da atividade do varejo, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os economistas da empresa responsável por elaborar o indicador sinalizam para o aumento do desemprego e a necessidade do consumidor de pagar as dívidas para o enfraquecimento das vendas.

PIB

O tímido desempenho da economia fez com que os analistas do mercado financeiro baixassem a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,5% para 0,49%. 

A revisão vem após o Ministro da Economia, Henrique Meirelles, afirmar na semana passada que o governo só irá rever em março a expectativa do governo para o crescimento do PIB . Atualmente a estimativa oficial é de crescimento de 1% em 2017.

Juros Selic

O mercado manteve para 2017 a previsão de juros da economia – Selic – em 9,50%. Atualmente, os juros estão em 13% ao ano.  

Carteira KB – Janeiro de 2017

Começamos com o pé direito e superamos o Ibovespa por 2,6%

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A Carteira KB superou com folga o Ibovespa ao registrar valorização de 9,98% contra 7,38% do índice. Quatro ações se destacaram e nos ajudaram a fechar bem o primeiro mês: CSU Cardsystem, Itaúsa, Ez Tec e Smiles. O primeiro ativo, por sinal, nos surpreendeu por ter uma alta de quase 50% em um único mês.

Os piores desempenhos da Carteira KB foram da Porto Seguro e da Ser Educacional, únicas que se desvalorizaram neste período.

Para o Ibovespa, o triunfo ficou por conta das ações preferenciais da Vale que tiveram alta de 31%. Ações ligadas a commodities em geral também apresentaram fortes altas.

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Substituição

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Resolvemos fazer uma substituição para o próximo mês: sai Ser Educacional (SEER3) e entra Comgás (CGAS5).

Utilizamos alguns critérios para fazer essa mudança e escolher a maior distribuidora de gás natural canalizado do Brasil para fazer parte da Carteira KB. Ao comparar os números das empresas, percebemos que a única vantagem clara da Ser é a dívida mais baixa em relação ao patrimônio líquido. No entanto, mesmo com uma dívida maior do que seu patrimônio, a Comgás tem em caixa quase a metade desse valor. Outro fator importante é a trajetória de queda da dívida líquida da nossa nova ação.

Considerando os outros indicadores utilizados para a formação da Carteira KB, a Comgás vence a adversária: menor preço/lucro, maior pagamento de dividendos, maior lucro sobre o patrimônio líquido e margem líquida apenas ligeiramente menor.

Com a substituição deste mês, esta é a atual Carteira KB:

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Você pode conferir o artigo de criação da Carteira KB aqui.

Inflação do aluguel recua: o que isso impacta no seu bolso?

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O IGP-M (Índice Geral de Preços) – mais conhecido como a inflação do aluguel – recuou para 6,65% no acumulado dos últimos doze meses. Este é o menor valor desde junho de 2015, quando o índice acumulado fechou em 5,58%.

Utilizado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, o IGP-M é formado 60% pelo IPA (Índices de Preços ao Produtor Amplo), 30% pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o restante pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). A queda desses indicadores que impactaram no IGP-M é reflexo, em grande parte, da recessão econômica.

Fique atento ao reajuste do seu aluguel! 

A redução da inflação do aluguel e o atual cenário econômico do Brasil deverão fazer com que os proprietários pensem muito antes de aumentar o valor cobrado do locatário.

No entanto, nem todos comemoram a queda do IGP-M.  Para os investidores em Fundo Imobiliário, o recuo do índice pode significar menor crescimento dos rendimentos mensais.

Focus

A pesquisa Focus desta segunda-feira (30) divulgada pelo Banco Central sinaliza para um recuo tímido do IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo) neste ano – de 4,71% para 4,70%.

Para o PIB (Produto Interno Bruto) e a taxa de juros Selic, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central mantiveram as expectativas em 0,5% e 9,5%, respectivamente.