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A geradora de energia elétrica Engie – uma das empresas mais rentáveis da bolsa –divulgou os dados do segundo trimestre. Apesar da pequena alta de 1,9% na receita líquida, o lucro líquido da companhia caiu 34,6%,  de R$ 589,2 para R$ 385,4 milhões.

A aquisição da TAG (Transportadora Associada de Gás S.A.) comprada em conjunto da Petrobras contribuiu para a redução do resultado. A Engie reconheceu um prejuízo de equivalência patrimonial de R$ 26,8 milhões referente à compra. O valor é resultado dos custos de assessoria do projeto de aquisição, resultado financeiro, tributos e despesas gerais e custos com a liquidação antecipada de dívida pela TAG.

Mas o maior culpado pela queda nos lucros foi a retração no resultado no mercado de curto prazo, por causa da redução da posição vendedora da Companhia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), aliada a uma redução de 56,6% no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio dos submercados Sul e Sudeste/Centro-Oeste no 2T19.

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O mix de fontes de energia produzida segue a trajetória de mudança, com forte aumento de 182% na produção de fontes complementares, como eólica, biomassa e solar, e queda de 15,7% na geração de termelétricas de 15,7%.

A produção de energia via hidrelétricas também cresceu 26,6% principalmente devido às condições hidrológicas mais favoráveis no período nas bacias hidrográficas onde localizam-se as usinas da Companhia.

O aumento de 37% da dívida líquida no trimestre, que passou de R$ 8,32 para R$ 11,37 bilhões, é quase totalmente explicado pelos R$ 3,47 bilhões aportados na compra da TAG. O custo nominal da dívida permanece baixo e caiu de 8,2% para 8% nos últimos doze meses.

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Confira o resultado da companhia aqui.

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