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A rede de farmácias Raia Drogasil (RADL3) surpreendeu o mercado com os números do segundo trimestre. Todos os principais indicadores de resultados cresceram dois dígitos. O market share da companhia no setor de varejo farmacêutico passou de 11,4% para 13% em um ano.

Raia Drogasil - 2T19 - LL.pngA receita bruta cresceu 17,1% e atingiu R$ 4,44 bilhões no trimestre. O destaque foi a linha de medicamentos especiais 4Bio, com alta 24,9%. A métrica SSS (same store sales) – bastante usada no setor – apresentou alta de 4% na lojas maduras da empresa.

Como as margens operacionais e líquidas mantiveram praticamente estáveis, o lucro líquido da empresa subiu em linha com a receita, alcançando R$ 149,4 milhões de acordo com o padrão contábil IFRS 16 – uma elevação de 16,2%.

Preço da ação

Uma característica bastante discutida no caso da Raia Drogasil é o preço da ação. Os múltiplos esticados, mesmo quando comparados a outras empresas do setor de saúde, chamam a atenção. Preço/lucro maior do que 60, preço/patrimônio líquido maior do que oito e EV (valor da empresa)/EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) maior do que 25 são alguns dos exemplos.

Mas então o que justifica preços tão altos?

Para tentar responder essa pergunta, vamos utilizar um relatório elaborado pelo BTG Pactual. Segundo o estudo, a ação é negociada a preço/lucro esperado para 2020 igual a 40. A expectativa é um crescimento das margens a partir do que vem por conta de economias de escala e do lucro líquido da ordem de 25% ao ano até 2025. 

Meta bastante ambiciosa, não? Esta é a tese do mercado que justifica os preços atuais da companhia. Cabe ao investidor decidir se quer pagar pra ver.

A julgar por hoje, a história está convencendo. A ação RADL3 fechou o primeiro pregão após o resultado com alta expressiva de 9,35%, cotada a R$ 94,50.

Veja aqui o resultado da empresa.

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