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A construtora e incorporadora Tenda (TEND3) divulgou lucro líquido de R$ 73 milhões no segundo trimestre. O número representa um expressivo aumento de 46,6% em relação ao mesmo período do ano passado. 

A margem bruta da companhia ficou em 36,1% – pouco acima do guidance de 34% a 36%. Já as vendas líquidas fecharam com R$ 886,8 milhões, abaixo da metade da meta para o ano entre R$ 1,95 e 2,15 bilhões.

Mas por que o mercado reagiu mal ao resultado?

Apesar da alta do lucro, as ações da Tenda são negociadas com forte queda de 4,04%, cotadas a R$ 26,10, no primeiro dia após o balanço. 

Uma possível explicação é a queda de 4,5 pontos percentuais na margem a apropriar da companhia. Como as companhias do setor de construção adotam a contabilidade POC (explicada neste texto), já é possível estimar qual será a margem dos empreendimentos vendidos, mas ainda não construídos da companhia.

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Com a queda da margem anunciada no balanço e a percepção da diretoria – exposta durante a teleconferência de resultados realizada hoje (9) – de que ela deve durar, o mercado projeta menores lucros futuros para a empresa

Veja aqui o resultado da Tenda.

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