
A execução da Plataforma Gaia continua a todo vapor. Do total de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, a fabricante de embalagens de papel já desembolsou R$ 711 milhões.
Dividida em dez fases, o projeto tem como meta redução de custos, especialmente de energia, e ganhos de eficiência e aumento de capacidade de produção nas fábricas atuais.
A alavancagem atual da companhia (medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA) está em 1,38. O objetivo da Irani é manter a dívida em no máximo 2,5 vezes. “Os nossos índices de alavancagem devem permanecer controlados. Devemos avaliar novos investimentos sempre considerando isso”, disse o CFO da empresa, Odivan Cargnin.
A julgar pelos valores já investidos – em torno de 70% do total previsto – e o índice de alavancagem atual, a Irani não deve ter problemas para cumprir sua meta.
Resultados

No quarto trimestre do ano passado, a Irani registrou um lucro líquido de R$ 85,9 milhões. O valor é 35,7% maior do que o mesmo período de 2021.
Em contrapartida, a fabricante de embalagens de papel teve queda de 1,4% na receita líquida, trimestre contra trimestre, somando R$ 408,4 milhões. O EBITDA recuou 11,1% e totalizou R$ 119,2 milhões .
A retração foi consequência da sazonalidade, da guerra na Ucrânia e da política de covid zero na China. “O mês de dezembro é mais fraco por conta dos feriados. Ainda tivemos um trimestre fraco por causa das exportações para a Europa e para a Ásia. A China, para se ter uma ideia, é um dos nossos principais mercados para a venda das resinas do tipo breu e terebintina, que representam 10% das nossas receitas”, disse o CEO da Irani, Sérgio Ribas.
A dinâmica de aperto de juros, que tem levado a previsões de redução de crescimento para o Brasil e o mundo, é mais um fator que contribuiu para esses dados.
Apesar desse recuo, Ribas está otimista com o desempenho da empresa neste ano. “Esperamos uma recuperação a partir de março puxada pelo setor de frigoríficos e do aumento da demanda chinesa”, disse.