Inflação em queda livre

Focus gráfico 26-06-17.png

As projeções de inflação para este ano estão em queda livre. É o que mostra a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (26). Desde o fim do mês de maio, a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) recuou quase meio por cento – de 3,95% para 3,48%.

Em 2017, a meta de inflação continua sendo de 4,5% ao ano. Contudo, o espaço de manobra do Banco Central diminuiu. Após muitos anos com intervalo permitido de 2,5% a 6,5%, os limites mínimo e máximo  de inflação passaram para 3% e 6%, respectivamente.

Quando a inflação fica fora do previsto pela meta, o presidente do Banco Central (BC) é obrigado a redigir uma carta aberta ao Ministro da Fazenda explicando os motivos. Desde a criação do Plano Real em 1994, isso ocorreu apenas quatro vezes: de 2002 a 2004 e 2016. Em todas elas, a inflação estourou o limite máximo da meta.

Neste ano, pela primeira vez, o IPCA se aproxima do mínimo da meta de inflação. Até maio, a inflação acumulada nos últimos doze meses está em 3,6%.

Juros

Apesar do recuo da inflação, a mediana das previsões do mercado quanto à queda da taxa de juros na próxima reunião do BC permanece em 0,75%. Mas a pressão por corte de um ponto percentual vem aumentando.

IGP- M

inflação-do-aluguel-.jpg

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), conhecido como a inflação do aluguel, continua diminuindo drasticamente. Em maio de 2017, o acumulado nos últimos doze meses é de 1,57%. A expectativa dos analistas de mercado é que o IGP-M termine o ano em apenas 0,95%.

A tendência é de que os preços de aluguel de imóveis fiquem praticamente estáveis. Bom para inquilinos e ruim para proprietários e investidores em fundos de investimento imobiliário.

PIB

Acompanhando as revisões do Itaú e do Bradesco quanto à projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, o mercado piorou as expectativas do indicador. Segundo os economistas consultados, o Brasil deve crescer apenas 0,39% neste ano.

Mercado mantém projeções para juros em meio à crise política

focus-29-05-17.png

A expectativa do mercado – divulgada nesta segunda-feira (29) no relatório Focus  –  se manteve, com queda de 1% na Selic. As apostas em um corte mais agressivo nos juros vinham aumentando por conta das projeções da inflação e do fraco desempenho da atividade econômica.

No entanto,  a crise política – gerada após as denúncias dos executivos da JBS de que o presidente Michel Temer teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha – acabou com as esperanças de uma redução maior.

Vamos ter que aguardar até quarta-feira (31) para ver o que o Banco Central decidirá sobre a Selic. Será que tomará a decisão pensando que as reformas – trabalhista e da previdência – serão aprovadas? Michel Temer continuará no poder? A chapa Dilma-Temer será cassada? Muitas perguntas para poucas respostas!

 Inflação 

As projeções para IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado como parâmetro para as decisões de taxa de juros do Banco Central, sofreram leve redução no mês – de 4,03% para 3,95%. 

O mesmo não podemos dizer sobre o IGPM (Índice Geral Preços do Mercado) – o indicador serve como referência para reajustar os contratos de aluguéis. O índice segue a trajetória de queda vertiginosa apontada no mês passado – saindo de 2,71% para 2,14%. 

 Dólar e PIB

Apesar do estouro da crise e da disparada do dólar, as projeções se mantiveram praticamente estáveis. A previsão é que a moeda americana termine o ano valendo  R$3,25.

Na mesma direção, o PIB (Produto Interno Bruto) esperado teve pequena alta – de 0,46% para 0,49%. Vale lembrar que nesta quinta-feira (1º) será divulgado o PIB do primeiro trimestre. O número deve ser levemente positivo, mostrando que, enfim, saímos da maior recessão da história do país. 

2017 favorável para quem mora de aluguel

O momento está favorável para quem estiver em busca de um imóvel para alugar ou em vias de reajustar o contrato atual. A boa notícia para os inquilinos é a queda de 1,10% do IGP-M (Índice Geral de Preços) em abril. Essa é a maior deflação para um mês desde o começo da série histórica medida pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Utilizado como referência para reajustar os contratos de aluguéis, o IGP-M havia registrado alta de 0,01% em março. No entanto, o fraco desempenho do atacado – com a queda dos preços do minério de ferro, da soja e de bens intermediários para a indústria – contribuíram para a deflação.

Com o recuo inesperado do índice,  a expectativa dos analistas de mercado para a inflação do aluguel no ano despencou para 2,7%.

Focus 03-05-17

Se a queda do Índice Geral de Preços é motivo de comemoração para os inquilinos, os investidores em Fundo Imobiliário não podem dizer o mesmo. A retração da taxa pode significar rendimentos mensais menores para quem aplica em imóveis reajustados pelo IGP-M.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi mais um dos índices que registrou queda nas expectativas. A taxa esperada para o ano caiu de 4,10% no final de março para 4,03% em abril, tornando assim cada vez mais provável que a inflação deste ano fique abaixo da meta do governo de 4,5%.

PIB e Selic

Focus 03-05-17 (2).jpg

A taxa de juros Selic estimada para o fim de 2017 acompanhou os outros índices e registrou queda de 0,25%, chegando a 8,5% – menor nível desde outubro de 2013.

O PIB (Produto Interno Bruto) variou bastante, encerrando o período com apostas de crescimento em torno de 0,46%.

Roberto Carlos acertou de novo!

A semana começou bem. A pesquisa Focus, divulgada na segunda-feira (13), indicou queda – de 9,25% para 9% – na expectativa do mercado para a taxa de juros no final do ano.

O mesmo estudo mostrou ainda redução brusca na expectativa de inflação para 2017. Espera-se que terminaremos o ano com inflação de 4,19%. Portanto, já bem abaixo da meta do governo de 4,5%.

focus-17-03-17

Emprego e confiança reagem

Pela primeira vez em 22 meses, houve crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada.

É bem verdade que não foi um crescimento generalizado. Aliás, veja só, o maior crescimento percentual ficou por conta do governo. A administração pública teve quase 1% de aumento do número de empregados.

Emprego fev-17 setores

Nem todas as regiões progrediram. Enquanto Sul e Centro-Oeste tiveram crescimento de 0,5%, o Nordeste teve queda maior do que isso.

Emprego fev-17 regiões

Depois da volta do pessimismo no fim do ano, o índice de confiança da indústria melhorou e atingiu o maior nível em mais de dois anos. O número indica a visão da indústria quanto ao cenário atual e a expectativa para os próximos meses.

Confiança indústria.png

Uma semana só com boas notícias econômicas? É possível?

Parece que não!

Operação Carne Fraca

Friboi Tony Ramos

Terminamos a semana com a notícia de que até o churrasquinho sofre com a corrupção.

A Polícia Federal tornou público um esquema de pagamento de propina a fiscais agropecuários para que estes liberassem produtos vencidos e adulterados dos frigoríficos.

As duas maiores produtoras de carne do país – Brasil Foods e JBS – estão diretamente envolvidas na denúncia. As ações das companhias, por sinal, despencaram hoje no pregão da Bovespa: queda de 7,2% para a dona das marcas Sadia e Perdigão e de 10,6% para a detentora da Friboi.

Isso porque ainda nem conhecemos o real impacto desse escândalo. “Existe sim o receio de fechamento dos mercados, mas estamos conversando”, afirmou o secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, em entrevista coletiva à imprensa, informando que Estados Unidos e países da União Européia já questionaram o governo brasileiro sobre o ocorrido. Um embargo à carne produzida no Brasil poderia ter efeito catastróficos para o setor.

“Porque malandro é o Rei, que ganhou milhões para fazer campanha de carne estragada e é vegetariano.”

roberto-carlos-friboi 2

Foi a muito tempo atrás…

IMG_0143.JPG

Há quase uma década, as expectativas indicaram, pela última vez, uma inflação abaixo da meta de 4,5% estabelecida pelo governo.

No dia 4 de dezembro de 2009, a previsão era de 4,48% de inflação para o ano seguinte. A partir de então, as expectativas subiram ladeira acima.

Apesar de suas imperfeições, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial de inflação utilizado pelo Banco Central para decidir sobre a taxa de juros.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (13) no boletim Focus indicam que os analistas do mercado esperam inflação de 4,47% para este ano. Caso se confirme a previsão, seria a primeira vez em oito anos com inflação abaixo da meta.

PIB e juros Selic

Mais uma vez, houve um pequeno rebaixamento na expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,49% para 0,48% em 2017. Já para o ano que vem, a previsão de crescimento subiu de 2,25% para 2,3%.

As expectativas quanto à taxa de juros Selic se mantiveram estáveis em 9,50% e 9% para o final de 2017 e 2018, respectivamente.

O que é IPCA?

“IPCA registra em janeiro a menor taxa da história para o mês”

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta quarta-feira (8), fechou em 0,38%. A manchete  do jornal Valor Econômico destaca o valor baixo do índice para janeiro, mês típico de fortes altas nos preços.

 Mas o que é IPCA? Como é formado? E para que serve esse indicador?

Doubtful 3D man

IPCA é uma média das regiões

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é uma média ponderada das inflações das grandes áreas urbanas do país. Responsável por quase um terço (30,7%) do IPCA, a região de São Paulo tem o maior peso no cálculo, enquanto que Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, representa 1,5% do indicador.

Portanto, o IPCA divulgado para o país não coincide com o índice das regiões. Em dezembro do ano passado, por exemplo, o IPCA foi de 0,3% para o país. Entretanto, enquanto uma região teve deflação – Porto Alegre com 0,04% -, outra sofreu com forte alta – Brasília teve um aumento de preços em 1,12%.

A cesta de consumo do IPCA

0007614760n-849x565

Como o nome bem diz, o índice se refere ao consumidor amplo. Através da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), são analisados os hábitos de consumo desde famílias pobres – com renda de apenas um salário  mínimo –  a até famílias pertencentes as classes mais altas da população – com renda de 40 salários mínimos.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) define então qual é a cesta de consumo desta população, atribuindo pesos para cada item de despesa. É a variação desses preços que forma o índice.

Para termos uma ideia, em janeiro deste ano, o item Saúde e Cuidados Pessoais teve peso de 11,6% no IPCA. A maior representação no indicador ficou por conta da Alimentação e Bebidas com 25,8%.

Sua Inflação X Inflação Oficial

Balança pedra IPCA.JPG

Como vimos, três características principais definem o IPCA:

  1. Média das regiões metropolitanas
  2. Consumo de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos
  3. Cada item de despesa tem um peso específico

Por conta disso, a inflação divulgada nunca reflete perfeitamente a alta dos preços de sua cesta de consumo. Por que?

Cada pessoa consome a maioria dos bens e serviços em apenas uma região metropolitana e a inflação em cada uma delas pode variar bastante.  No ano passado, por exemplo, Curitiba registrou 4,4% e Fortaleza chegou a 8,3%.

Os hábitos de consumo variam enormemente com a renda da família. Os itens “Automóvel Novo” e “Ônibus Urbanos” têm quase o mesmo peso no índice, 2,8% e 2,6%, respectivamente. Mas enquanto o preço do carro é uma realidade distante das famílias mais pobres pesquisadas, o custo da passagem de ônibus não afeta os mais ricos.

Por fim, o peso de cada item na cesta pode ser diferente da importância dele no total de gastos do indivíduo. Um aposentado que paga plano de saúde e compra regularmente remédios caros gasta mais do que os 11,6% de peso desse item. Enquanto que os não fumantes são imunes ao aumento do preço do cigarro, que responde por 1,1% do índice.

Como cada pessoa possui hábitos próprios de consumo, a inflação, de fato, de cada um é algo pessoal.

 Para que serve o IPCA?

Apesar de suas imperfeições, o índice tem ao menos duas aplicações importantes:

  • É a medida oficial de inflação utilizada pelo Banco Central para decidir sobre a política de juros. Quanto maior o IPCA, maior tende a ser os juros aplicados pelo banco para controlar a inflação.
  • Ele determina a remuneração dos investimentos. Os títulos Tesouro IPCA e Tesouro IPCA+ pagam uma taxa de juros fixa mais a variação do índice no período. Além deles, alguns bancos também oferecem CDBs e LCIs com rendimento atrelado ao índice.

Como os títulos públicos remuneram pela inflação oficial – o IPCA – e a sua inflação é diferente dela, esses investimentos não necessariamente lhe protegem perfeitamente contra a alta dos preços.

Banco Central cada vez mais perto da meta de inflação

Focus 06-02-17.jpg

A inflação continua em ritmo de queda e pela quinta semana consecutiva os economistas do mercado financeiro sinalizaram para o recuo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Os dados divulgados nesta segunda-feira (6) no boletim Focus mostram uma retração de 4,70% para 4,64% do indicador, o que aproxima o Banco Central cada vez mais da meta de 4,5% estabelecida para este ano.

Pela primeira vez em anos, a expectativa de inflação das instituições top 5 do mercado – aquelas com maior índice de acertos nas estimativas – está abaixo da meta do governo. Entre as top 5 de curto prazo, a previsão é de inflação de 4,49%, enquanto que entre as melhores de médio prazo a mediana é de 4,45%.

 O resultado em parte se deve a crise econômica do Brasil que tem se refletido no consumo e no investimento.  Não à toa, o Serasa Experian registrou queda de 4,2% em janeiro da atividade do varejo, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os economistas da empresa responsável por elaborar o indicador sinalizam para o aumento do desemprego e a necessidade do consumidor de pagar as dívidas para o enfraquecimento das vendas.

PIB

O tímido desempenho da economia fez com que os analistas do mercado financeiro baixassem a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,5% para 0,49%. 

A revisão vem após o Ministro da Economia, Henrique Meirelles, afirmar na semana passada que o governo só irá rever em março a expectativa do governo para o crescimento do PIB . Atualmente a estimativa oficial é de crescimento de 1% em 2017.

Juros Selic

O mercado manteve para 2017 a previsão de juros da economia – Selic – em 9,50%. Atualmente, os juros estão em 13% ao ano.