As 10 ações mais lucrativas da Bolsa

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Você sabe quais critérios usar na hora de comprar uma ação?

Para o KB, é essencial escolher ativos de empresas lucrativas. Quanto mais, melhor!

Selecionamos as 10 ações mais rentáveis do mercado nos quesitos margem líquida e ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido).

margem líquida, definida como o lucro líquido dividido pela receita líquida, mede quanto uma empresa consegue lucrar para cada real em vendas.

O ROE, medido pelo lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido, mostra quanto de resultado a companhia é capaz de gerar a partir de seu patrimônio.

Foram excluídas as ações que apresentaram lucros extraordinários nos últimos quatro trimestres.

10º– CVC Brasil (CVCB3): Operadora e agência de viagens
ROE: 33,2%
Margem líquida: 18,6%

cvc

9º – Grendene (GRND3): Fabricante de calçados
ROE:
22,3%
Margem líquida: 31,5%

grendene

8º – AES Tietê (TIET11): Geradora de energia elétrica
ROE:
24,4%
Margem líquida: 25,4%

AES Tietê

7º – Companhias de Concessões Rodoviárias (CCRO3): Concessão de rodovias
ROE: 27,1%
Margem líquida: 22,7%

ccr

 

6º – Ambev (ABEV3): Fabricante de bebidas
ROE: 25%
Margem líquida: 27,5%

ambev

 

5º – Engie Brasil (EGIE3): Geradora de energia elétrica
ROE: 27,7%
Margem líquida: 25,4%

Engie Brasil

 

4º – Multiplus (MPLU3): Programa de fidelidade
ROE: 199,7%
Margem líquida: 22,4%

Multiplus

 

3º – Cielo (CIEL3): Soluções de pagamento eletrônico
ROE: 37,6%
Margem líquida: 35,6%

Cielo

2º – Smiles (SMLE3):  Programa de fidelidade
ROE:
116%
Margem líquida: 35,1%

smiles

 

1º – Wiz Soluções e Corretagem de Seguros S. A. (WIZS3): Corretora e seguradora
ROE: 120,8%
Margem líquida: 33,1%

Wiz Soluções

Carteira KB – Setembro de 2017

Pelo nono mês seguido, a Carteira KB venceu o Ibovespa e alcançou um rendimento de 75,3% no ano contra apenas 23,4% do índice

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Nove meses de Carteira KB e nove meses consecutivos batendo o Ibovespa. Em setembro, as nossas ações tiveram uma valorização de 7,6% e o índice apenas de 4,9%. No acumulado do ano, conquistamos 75,3% de rendimento – mais que o triplo que o Ibovespa –, considerando o reinvestimento dos dividendos recebidos.

As ações da Smiles puxaram essa alta com 15,8% de crescimento. Se você é acionista da empresa, ainda tem mais motivos para comemorar. A companhia anunciou que distribuirá o valor bruto de R$ 0,074 por ação a título de Juros sobre Capital Próprio no próximo mês.

Os ativos da Unipar, CSU Cardsytem, Qualicorp e Grazziotin não ficaram atrás e nos garantiram bons rendimentos com 15,4%, 11,5%, 9,8% e 8%, respectivamente. A Qualicorp ainda pagou dividendos de R$ 0,35 por ação, impulsionando os nossos resultados.

Até o dia 9, a Taesa registrou alta de 2,2%. Neste dia, a trocamos pela PetroRio, que teve um pequena queda de 0,8% até o fim do mês. Somando-se os resultados das duas empresas chegamos aos 1,4% mostrados no gráfico.

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A Melhor Carteira de Ações do Brasil

Na semana passada, muito se comentou sobre a carteira mais lucrativa do Brasil. De acordo com um levantamento feito pela revista Exame, as ações indicadas pela corretora Rico teriam os melhores resultados até agosto, com 42%.

A Empiricus, no entanto, contestou. O portfólio deles gerou um retorno 11 pontos percentuais superior ao da Rico.

Nem um e nem outro. A primeira colocada até agosto foi a Carteira KB, que atingiu 62,9% de valorização.

Acontece na Carteira KB

A CSU Cardsystem anunciou a entrada da ação nos índices SMLL – índice de ações de empresas de menor valor de mercado – e IDIV – índice de ações de empresas que mais distribuem resultados. Segundo a companhia, “a presença em índices, como o SMLL e o IDIV, potencializa a visibilidade da CSU no mercado de capitais brasileiro, possibilitando, inclusive, a entrada de um maior número de fundos de investimento, viabilizando também a geração de negócios indiretos via ETFs (Exchange Traded Funds) para a ação”.

A EZTEC comunicou a venda da Torre B do empreendimento EZ Towers, o maior já construído pela companhia, pelo preço de R$ 650 milhões. Além disso, a companhia pagou R$ 1,09 por ação a título de dividendos, conforme anunciado em abril.

A Ferbasa pagou Juros sobre Capital Próprio de R$ 0,235 para cada ação preferencial. A companhia anunciou ainda que foi definido o preço do FeCrAC (Ferro Cromo Alto Carbono) – principal produto vendido pela empresa. O valor de US$ 139/lb.Cr significa um aumento de 26% em relação ao terceiro trimestre de 2017.

A Itaúsa comunicou a conclusão da compra de 27,1% do capital da Alpargatas, assumindo assim seu controle acionário. Por causa disso, a holding deverá realizar oferta pública para aquisição das ações ordinárias dos demais acionistas da Alpargatas, assegurando o pagamento de 80% do valor ofertado para os vendedores do controle.

Veja como está a atual Carteira KB:

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Você quer saber como foram os desempenhos nos meses anteriores?

Acesse os balanços abaixo:

 Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

Carteira KB – Junho de 2017

Carteira KB – Julho de 2017

Carteira KB – Agosto de 2017

Carteira KB – Agosto de 2017

Pela oitava vez seguida, a Carteira KB rendeu mais que o Ibovespa; no ano, nossas ações lucraram 62,9% – entre valorização e dividendos –, enquanto o índice apenas 17,6% 

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Os resultados da Carteira KB estão cada vez melhores. Neste mês, a valorização foi de 12% contra apenas 7,5% do Ibovespa. Os R$ 100 mil investidos no primeiro dia do ano na Carteira KB valem hoje R$ 162.861,70. Nesse período, quem tivesse aplicado o mesmo valor no Ibovespa teria  R$ 117.613,36. São lucros de encher os olhos, ou melhor, o bolso.

Boa parte dessa valorização no mês se deve aos excelentes dividendos pagos pela Unipar, que, somando proventos e valorização da ação, nos rendeu 50,4% no período. A divulgação de um balanço favorável do segundo trimestre de 2017 e o fim da novela da OPA (Oferta Pública de Ação), com a rejeição da proposta de R$ 2,50 por ação UNIP6 oferecida pelo controlador, tornou possível a nova onda de valorização do papel.

Os resultados da Carteira KB ainda contaram com o bom desempenho da Ferbasa. A única produtora de ferrocromo das Américas teve uma valorização de 23%. O alto preço das ligas no mercado internacional e o aumento da produção das montadoras, que indica a recuperação do setor, são motivos potenciais para novas valorizações das ações da companhia.

A EZTec, Itaúsa e CSU Cardsystem vêm na sequência, com crescimento de 13,8%, 10,9% e 9,6%, respectivamente. 

A única ação que teve um resultado negativo foi a Taesa, com 2,4%.  A empresa responsável por 11 mil quilômetros de linhas de transmissão de energia elétrica viu seu lucro do segundo trimestre despencar devido ao menor IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), se comparado ao mesmo período do ano passado. Por causa disso, a conta “Correção Monetária do Ativo Financeiro de Concessão”, que ficou em R$ 84 milhões positivos entre abril e junho de 2016, terminou com valor negativo de R$ 87 milhões no mesmo período desse ano.

Carteira detalhada - ago-17

Dividendos

Quatros ações pagaram dividendos neste mês: Taesa, Itaúsa, Grendene e Unipar. As três primeiras distribuíram proventos trimestrais equivalentes a pouco mais de 0,5% do valor das ações.

A Unipar, por sua vez, quitou a primeira parcela dos dividendos extraordinários anunciados em julho. Cada ação UNIP6 recebeu R$ 3,355 em 8 de agosto. A segunda parcela, de R$ 1,1727, deverá ser paga em 20 de dezembro desse ano. Além disso, a empresa distribuiu dividendos complementares de R$ 0,0345 por ação.

Conforme temos feito mensalmente, todos os dividendos recebidos foram utilizados para comprar ações das mesmas empresas.

 Veja como está a atual Carteira KB:

Carteira KB - ago-17.png

Você quer saber como foram os desempenhos nos meses anteriores?

Acesse os balanços abaixo:

Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

Carteira KB – Junho de 2017

Carteira KB – Julho de 2017

Para este mês, planejamos fazer algumas alterações na Carteira KB.

Prazo para se inscrever no leilão da Unipar termina nesta quinta-feira

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Em meio a tentativa de fechar o capital, a Unipar anunciou nesta segunda (24) que pagará dividendos equivalentes a metade de seu valor de mercado. No caso da ação preferencial UNIP6, a distribuição será de R$ 5 por papel, informada quando a ação era negociada a exatos R$ 10. O valor extraordinário que a fabricante de soda, cloro e derivados anunciou fez com que a ação tivesse uma valorização de R$ 20% na Bolsa no dia seguinte.

A justificativa da Unipar para esse valor surpreendente foi devido a reapresentação do balanço e demonstrativo de resultados do quarto trimestre do ano passado em que ela contabiliza os ganhos com a compra a fabricante de PVC Indupa Solvay. Com o novo cálculo, o lucro líquido da Unipar disparou 500%, atingindo R$ 215 milhões.

No mês passado, a Unipar anunciou que pagaria R$ 7,50 por ação (ordinária ou preferencial classe A ou B) para fechar o capital da companhia. Com essa distribuição de resultados, o preço foi revisado para R$ 2,50 no caso de UNIP6 (preferencial classe B).

De acordo com as normas da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), para que o cancelamento do registro para negociação de ações seja aceito é necessário que a OPA (Oferta Pública de Aquisição) seja aceita por ao menos 2/3 (dois terços) dos papéis em circulação. Para fazer esse cálculo, a CVM leva em consideração apenas as ações de titulares que concordarem expressamente com o cancelamento de registro ou se habilitarem para o leilão da OPA.

Sendo assim, você – acionista da empresa – não pode ser omisso. Caso contrário, ficará de fora dessa conta.

Barsi renuncia ao conselho de administração

Luiz Barsi Filho

Dono de pouco mais de 15% das ações da empresa, o megainvestidor Luiz Barsi Filho decidiu renunciar ao cargo do Conselho de Administração da companhia. Com essa medida e a habilitação, seus ativos passam a ser considerados ações em circulação no dia do leilão. Conforme declarações recentes, a intenção dele é barrar a OPA ao preço ofertado.

Em entrevista ao Infomoney, Barsi pediu a reação dos investidores e considerou a OPA uma “ofensa aos acionistas minoritários, uma vez que, sem dúvida alguma, as ações da empresa valem muito além do que esse preço proposto”. “Basta saber que o valor patrimonial de cada ação é superior aos R$ 14,50, isto, sem contar com a expectativa de lucros que devem advir da Solvay Indupa, onde, por declaração do atual controlador, as receitas deverão crescer de forma significativa, ultrapassando os R$ 2,3 bilhões”, disse Barsi.

Você resolveu participar do leilão?

Se você tomou essa decisão, é melhor correr. Os interessados têm até amanhã (27) para realizar seu credenciamento junto à sua corretora.

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Para saber mais detalhes sobre o leilão, veja o artigo: Unipar tenta mais uma vez fechar seu capital”.

O leilão será realizado na sexta-feira (28), às 15h, por meio do Sistema Eletrônico de Negociação da bolsa. O andamento e o resultado do leilão poderão ser acompanhados pelos códigos: UNIP3L, UNIP5L e UNIP6L. Hoje já é possível ver, através do seu Homebroker, algumas ofertas de venda.

O lance do KB Investimentos

A Carteira KB tem ações da Unipar e já nos habilitamos para o leilão. A R$ 25 por UNIP6, aceitamos vender nossas ações. A menos do que isso, continuamos sócios.

 

Carteira KB – Junho de 2017

Ficamos à frente do Ibovespa pelo sexto mês consecutivo e garantimos um rendimento no ano de 38% contra apenas 4,4% do índice

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A Carteira KB superou – durante o primeiro semestre inteiro – o Ibovespa. Em junho, foi por pouco: garantimos uma valorização de 0,4% contra 0,3% do índice. O resultado foi acirrado neste período marcado pelas incertezas sobre a aprovação de medidas importantes, como as reformas trabalhista e previdenciária e a permanência de Michel Temer na presidência.

No entanto, a diferença de resultados entre a Carteira KB e o Ibovespa no acumulado do ano é grande: os nossos ativos somam um ganho de 38% e o índice de apenas 4,4%.

A Grazziotin foi o grande destaque do mês. A empresa do setor de vestuário da região sul do Brasil registrou uma valorização de 10,9%. Logo atrás empatadas, vêm as ações da Unipar Carbocloro e da Qualicorp com 2,4% de rendimento no período.

Os outros ativos da Carteira KB apresentaram pequenas quedas. Lideradas pela Smiles – com  recuo de 4,2% –, as ações da Taesa, Ferbasa e Grendene vieram na sequência, com perda de 2,9%, 2,6% e 2,5%, respectivamente.

A Itaúsa foi a única ação da Carteira KB que continuou sendo negociada ao mesmo preço – R$ 8,63.

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Balanceamento

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Neste segundo trimestre, algumas ações tiveram grande destaque e passaram a ter um peso maior na Carteira KB, como a Unipar Carbocloro e a Qualicorp. O que nos levou a fazer o balanceamento dos ativos para que a Carteira KB não fique dependente do desempenho específico de um determinado papel.

Para diminuir esse impacto, vendemos as ações das companhias com maiores altas e compramos os ativos que menos valorizaram-se. A nossa meta é voltar a situação do início do ano e ter todos os ativos com o mesmo peso na Carteira KB. Sendo assim, começaremos o segundo semestre com R$13.802,26 de cada companhia.

Balanceamento feito, esta é a Carteira KB atualizada:

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Você pode conferir os fechamentos mensais anteriores abaixo:

Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

 

Vale a pena comprar ações no mercado fracionário?

pequeno investidor

A ideia de escrever esse texto surgiu a partir da dúvida de um dos nossos leitores. Ele nos perguntou: “É melhor comprar ações todo mês ou juntar uma quantia durante um período e aportar?”. A pergunta que – aparentemente – parece simples, não é!

A maioria das ações listadas na Bovespa é negociada em múltiplos do lote padrão – normalmente composto de 100 ações. Assim, apesar de uma ação da Smiles, por exemplo, estar cotada hoje (22) em R$ 61,22, são necessários R$ 6.122,00 para comprar um lote padrão. Para pequenos investidores esse valor pode ser uma barreira importante à entrada ou à diversificação de seus investimentos.

No entanto, há a possibilidade de adquirir os papéis mesmo sem ter o montante para comprar o lote. Basta recorrer ao mercado fracionário, onde as ações são negociadas em quantidades menores em relação ao lote padrão.

Ao decidir comprar ações no mercado fracionário, o investidor terá algumas vantagens:

Diversificação

Suponha que o investidor tenha R$ 12 mil e pretenda dividir igualmente em quatro ações para diminuir seu risco. Se tivesse apenas o mercado de lotes padrão à disposição, os papéis da companhia de milhagem não seriam uma boa opção para este investidor.

Ficaria este investidor sem poder entrar na Bolsa? Não! O mercado fracionário de ações vem para corrigir esse problema. Nele, é possível negociar até mesmo uma única ação de cada vez.

Em nosso exemplo, o investidor poderia adquirir R$ 3 mil em Smiles comprando 49 ações.

Pequenas compras mensais

Outra situação em que o fracionário é útil ocorre quando o investidor pretende fazer pequenas compras mensais. Digamos que o fim do mês chegou, todas as contas foram pagas e você conseguiu juntar R$ 500 para investir em ações.

Sua intenção é comprar ativos da Grazziotin, cotadas nesta quinta-feira a R$ 23,80. Neste ritmo, seriam necessários cinco meses até conseguir os recursos para comprar um lote padrão por R$ 2.380. Com o mercado fracionário, ele poderia, por exemplo, optar por comprar apenas 21 ações da Grazziotin.

Mas… nem tudo são flores! Quando pensamos em vantagens, logo precisamos lembrar que lá estão elas: as desvantagens.

Mais negócio = mais corretagem

Utilizar regularmente o mercado fracionário não é a melhor estratégia para todos. Quem negocia nesse mercado tende a fazer maior quantidade de negócios e, assim, gastar mais com corretagem. Mesmo que algumas corretoras cobrem menos para operações no mercado fracionário em relação ao mercado de lotes padrão, o desconto não chega a 50%.

Vamos comparar as alternativas:

  • Compra mensal de R$ 500 em ações da Grazziotin até atingir um lote padrão de 100 ações
  • Compra única no quinto mês do lote padrão

Para fins de simplificação, vamos considerar um  preço fixo nesses cinco meses e utilizar a corretora Rico, que cobra R$ 8,90 por ordem no mercado fracionário e R$ 16,20 no mercado tradicional.

Na primeira opção, o investidor teria 100 ações da Grazziotin ao final do quinto mês, tendo gasto 5 x R$ 8,90 = R$ 44,50 com corretagem. Na alternativa, o investidor gastaria apenas R$ 16,20 ao fim do quinto mês. Quase um terço do custo!

Maior spread entre compra e venda no fracionário

As ações escolhidas para exemplificar não foram à toa. Enquanto as ações da Smiles participam do Ibovespa e negociam em torno de R$ 50 milhões por dia, as da Grazziotin não chegam a R$ 500 mil diariamente.

Quanto maior o volume de negócios, menos tende a ser o spread (a diferença entre o preço de compra e o preço de venda). Ou seja, menor é o custo de transação para efetuar compras e vendas no mercado. No mercado fracionário não é diferente: as ações da Smiles possuem maior volume de negócios e menores spreads que a Grazziotin.

Vamos aos exemplos com dados atuais:

No mercado fracionário de Smiles, era possível comprar SMLE3F (código para a ação ordinária negociada da Smiles no mercado fracionário) a R$ 61,30, enquanto que, na negociação de lote padrão, o melhor preço possível era R$ 61,24 – uma pequena diferença de apenas 0,1%.

No caso da Grazziotin, a CGRA4F era vendida a R$ 24,54. Ao passo que no mercado padrão poderíamos comprar CGRA4 pagando R$ 23,90, o que resulta numa diferença de preço de 2,7%. É muito mais caro comprar Grazziotin no fracionário!

Assim, quem opta pela compra no fracionário deve se atentar para a liquidez da ação. Ações muito líquidas (com alto volume de negócios) tendem a ter um preço muito próximo ao mercado de lote padrão. Já para as ações ilíquidas, em geral, paga-se caro demais. É necessário analisar caso a caso antes de decidir.

 

KB Investimentos entrevista: Ferbasa

Conversamos com exclusividade com o gerente de Relações com Investidores da Ferbasa, Carlos Henrique Temporal, para entender a alta de 536% do lucro líquido da empresa

Os resultados mais recentes da Ferbasa – única produtora de ferrocromo das Américas –  levaram FESA4 a entrar na Carteira KB.  Para se ter uma ideia, o lucro líquido saltou de R$12,6 milhões para R$80,1 milhões neste primeiro trimestre, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Carlos Henrique Temporal F01A valorização do preço do ferrocromo –  matéria-prima para a fabricação de aços inoxidáveis, utilizada pela construção civil e por indústrias de diferentes segmentos, como de bens de consumo –  foi um dos indicadores que contribuíram para essa performance. Nos primeiros três meses de 2016, o produto era vendido a US$c 92/lb.Cr, e neste ano passou para US$c 154/lb.Cr.

Relativamente pouco utilizado no Brasil, os aços inoxidáveis  têm grande potencial de mercado. Basta comparar com os asiáticos. Enquanto o consumo (quilos/per capita por ano) dos brasileiros gira em torno de 2, a dos chineses que vivem na região rural chega a 3, na Europa a 15 e em Cingapura a 25.

Somando-se a essa perspectiva, a Ferbasa investe em ações para aumentar a produtividade, como: troca e aquisição de novos equipamentos, tecnologias e de um parque de geração de energia eólica para que a companhia não fique refém das oscilações do preço da energia elétrica.

A Ferbasa ainda produz ligas de ferrosilício, sendo 85% com padrão standard, que são destinadas ao setor siderúrgico para a fabricação de aço bruto comum e os outros 15% com padrão HP (high purity), que são usados para a produção de aço silicioso. Este tipo mais refinado, por sinal, é utilizado na fabricação do motor do carro híbrido Prius da Toyota.

O planejamento estratégico da Ferbasa foi revisto em dezembro do ano passado. Anteriormente, a meta era ser uma empresa globalmente competitiva em ferroligas. Com a revisão, o objetivo atual é ser uma companhia globalmente competitiva em ferroligas, minério de cromo e energia renovável.

Para entender melhor a atividade e as perspectivas da corporação, o KB Investimentos conversou com exclusividade com o gerente de Relações com Investidores da Ferbasa, Carlos Henrique Temporal. 

Qual é a expectativa para a evolução do consumo de aço inoxidável no Brasil?

É uma indústria com grande potencial. A ABINOX (Associação Brasileira do Aço Inoxidável) fomenta a utilização e aplicação do produto no mercado brasileiro, visando incrementar seu consumo.

O aço inox é um produto extremamente elástico a preço. Por exemplo: se você pretende fazer uma coluna de aço inox, numa recessão, você substitui por aço comum. Com a retomada da economia, a expectativa é de aumento do consumo no Brasil.

Hoje, a Ferbasa está bem posicionada para o crescimento da demanda, pois detém quase a totalidade do mercado de ferrocromo, produto indispensável à produção de inox, no país.

No release, a empresa diz que reduziu seus custos por causa da substituição de biorredutor por coque. O método deve continuar?

A produção de ligas precisa de redutores para agir na oxirredução dentro dos fornos, transformando elementos óxidos em elementos metálicos. O redutor mais utilizado no mundo é o carbono, produzido a partir do coque (carvão mineral) ou do biorredutor (carvão vegetal).

A Ferbasa utiliza o biorredutor na produção de ferrosilício. Na produção de ferrocromo, tradicionalmente, é usado coque, mas é possível utilizar até 20% de biorredutor. Como a Ferbasa dispõe de fazendas de produção do biorredutor e este é um insumo mais barato, a empresa vem promovendo a substituição de forma a reduzir custos.

Quais ações a companhia têm tomado nesse sentido (para reduzir custos de produção)?

Ferbasa - Metalurgia

Utilização de biorredutor também na produção de ferrocromo. Em 2014, iniciou-se a mudança de tecnologia de produção de biorredutor. Ao custo de R$ 66 milhões, substituímos 400 fornos pequenos (20 a 40 metros cúbicos) operados manualmente por 88 fornos grandes mecanizados (400 a 700 metros cúbicos). O octagésimo sexto forno está em produção no momento, e os últimos dois em fase de final da construção. Essa iniciativa diminui drasticamente os custos de produção de biorredutor e, consequentemente, de ferrosilício.

A aquisição de equipamentos de raio-X. O minério de cromo extraído em nossas minas se divide em concentrado – areia de menor valor agregado – e hard lump – uma pedra de poucos centímetros, mais valiosa. O processo de seleção antigamente era manual. A compra de equipamentos de raio X permitiu mecanizar essa seleção, aumentando a eficiência de 75% para mais de 90%. Esse aumento de eficiência permite produzir a mesma quantidade de liga utilizando menos ROM (Run of Mine), preservando assim as reservas da companhia e reduzindo os custos de produção do ferrocromo, já que o minério chega a representar 40% do custo total desta liga. Hoje, temos dois equipamentos de raio X em operação (comprados em 2015 e 2016). Em julho deste ano, mais duas máquinas serão incorporadas aos ativos da companhia.

A participação do item “Demais produtos” na receita da companhia se multiplicou nos últimos anos. Este segmento da companhia apresenta a melhor margem de lucro bruta da empresa. O que explica esse aumento de participação e qual a expectativa para os próximos anos?

Hoje, a empresa está dedicada a fazer exportações regulares de minério de cromo. Em dezembro de 2016 e fevereiro desse ano, a Ferbasa exportou para a China. Essas vendas são computadas no item demais produtos da companhia.

Qual é a estratégia da companhia para a gestão dos custos de energia?

Em 2015, quando da última renovação, o preço da energia subiu fortemente e o contrato com a CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) foi renovado até 2037, sem possibilidade de extensão, com quantidade de energia contratada 30% menor e 22% mais cara.  O contrato atual prevê o fornecimento anual de 150 MWh até 2032 e reduções gradativas de volume até zerar em 2037. Em função disso, a Ferbasa concretizou alguns contratos de energia no mercado livre para complementar a perda.

Em 2016, a companhia tinha contratado 200 MWh. Apenas os 150 MWh com a CHESF foram utilizados na produção e os outros 50 MWh tiveram que ser vendidos no mercado com prejuízo.

Neste ano, a Ferbasa contratou 215 MWh, sendo que utilizará os 150 MWh da CHESF e mais 15 MWh adquiridos de outras geradoras no mercado livre. Os outros 50 MWh serão novamente vendidos no mercado. Mas, dessa vez, acreditamos que com lucro para a empresa.

Para diminuir a exposição da companhia à oferta de energia, decidimos investir na geração de energia. Após estudos de viabilidade técnica e financeira, a opção da Ferbasa foi por dois projetos brownfields, que já estão em operação, de energia eólica. Hoje, esses projetos tem um PPA (purchase power agreement) de 20 anos (iniciados em 2014) para vender a produção para o governo.

Como a necessidade de energia da empresa hoje é satisfeita pela CHESF e outras geradoras, a compra de projeto de geração eólica representa a compra de fluxo de caixa para a companhia. Em 2034, quando termina o contrato de venda de energia eólica para o governo, a Ferbasa optará por vender energia no mercado ou utilizá-la na produção. No ano seguinte, quando termina o contrato com a CHESF, a energia eólica poderá ser usada para suprir a necessidade da companhia.

Este é o primeiro passo, para desenvolver a curva de aprendizado no novo negócio, sendo possível ainda que a Ferbasa compre projetos greenfield no futuro para aumentar a produção de energia.

Qual é a expectativa de payout da companhia para os próximos anos? Há a intenção de promover um novo programa de recompra de ações? Qual é a expectativa de CAPEX da Ferbasa para os próximos anos?

O histórico de CAPEX da companhia é de R$ 100 milhões/ano. Por conta do fim do projeto de mudança de tecnologia de produção de biorredutor, esse número deve ficar abaixo de R$ 90 milhões neste ano. Esses números desconsideram os projetos de energia.

Nós terminamos no ano passado um programa de recompra de ações. Temos em tesouraria, 3,2 milhões de ações, compradas a um preço médio de R$ 8,07. Ainda não há expectativa de venda dessas ações nem de reabertura de um novo programa de recompra.

Por conta das incertezas da energia, a Ferbasa sempre teve uma estrutura de capital muito conservadora. Hoje a companhia detém quase 400 milhões em caixa. A partir de 2015, quando a companhia passou a ter um horizonte mais claro quanto à questão de energia, o payout e dividend yield da companhia aumentou.

Hoje, existe uma proposta da Diretoria de Relações com Investidores sendo avaliada pelo Conselho de Administração para aumentar a frequência de pagamentos de dividendos.  A ideia é que a companhia distribua trimestralmente seus resultados. A expectativa é que a iniciativa seja aprovada, bem aceita pelos acionistas minoritários e gere maior liquidez das ações no mercado.

A companhia tem intenção de aumentar o nível de tag along, migrando para o Nível 2 ou Novo Mercado?

Não. A questão do tag along só é relevante para os acionistas minoritário em caso de mudança de controle acionário, o que não deve ocorrer na companhia. Ou pelo menos, não observamos sinalizações neste sentido. A Ferbasa é um caso único na Bovespa em que uma fundação é sócia majoritária de uma empresa. A Fundação José Carvalho possui sete escolas e um colégio técnico, localizados na Bahia, que atendem gratuitamente 4 mil alunos. Como a fundação depende dos dividendos recebidos para se manter, não há a mínima intenção de perder o controle acionário.

No dia 18 de maio – com a notícia dos áudios da JBS envolvendo o presidente – o dólar disparou, levando a uma alta das ações de setores tipicamente exportadores com receita em dólar, enquanto o resto do mercado despencava. Neste dia, a FESA4 – ação mais negociada da Ferbasa – caiu 4,1%. O que explica esse comportamento atípico, dado que a Ferbasa tem sua receita totalmente atrelada à moeda americana?

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Foi uma leitura equivocada dos fundamentos. Não existe hoje uma leitura correta da empresa pelo mercado. Nós somos uma empresa 100% dolarizada e temos custos em reais. Este é o trabalho de equipe de RI (Relações com Investidores), assim como das casas de análises de ações e corretoras: fazer com que o mercado entenda o case da empresa, seus respectivos fundamentos e drives de mercado.

Dado que o todo o faturamento da Ferbasa depende do dólar, por que a empresa faz hedge apenas de até 30% de suas receitas?

Há uma relação negativa entre preço de commodities e dólar. O aumento da moeda americana tende a ser, em parte, compensado pela queda de preço desses produtos e vice-versa. Como os produtos vendidos pela Ferbasa têm um “comportamento” de commodities, essa relação é valida. A companhia calculou um coeficiente de correlação de aproximadamente  -0,69 entre esses ativos.

Dado que em torno de 70% da variação da receita devido ao dólar tende a ser compensada pela variação dos preços dos produtos vendidos pela Ferbasa, a companhia entendeu que há necessidade de proteger apenas os outros 30% através de hedge. A empresa utiliza NDF (Non Deliverable Forward), ou Contrato a Termo de Moeda sem Entrega Física, para travar o câmbio dos produtos vendidos.