As 10 ações mais lucrativas da Bolsa

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Você sabe quais critérios usar na hora de comprar uma ação?

Para o KB, é essencial escolher ativos de empresas lucrativas. Quanto mais, melhor!

Selecionamos as 10 ações mais rentáveis do mercado nos quesitos margem líquida e ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido).

margem líquida, definida como o lucro líquido dividido pela receita líquida, mede quanto uma empresa consegue lucrar para cada real em vendas.

O ROE, medido pelo lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido, mostra quanto de resultado a companhia é capaz de gerar a partir de seu patrimônio.

Foram excluídas as ações que apresentaram lucros extraordinários nos últimos quatro trimestres.

10º– CVC Brasil (CVCB3): Operadora e agência de viagens
ROE: 33,2%
Margem líquida: 18,6%

cvc

9º – Grendene (GRND3): Fabricante de calçados
ROE:
22,3%
Margem líquida: 31,5%

grendene

8º – AES Tietê (TIET11): Geradora de energia elétrica
ROE:
24,4%
Margem líquida: 25,4%

AES Tietê

7º – Companhias de Concessões Rodoviárias (CCRO3): Concessão de rodovias
ROE: 27,1%
Margem líquida: 22,7%

ccr

 

6º – Ambev (ABEV3): Fabricante de bebidas
ROE: 25%
Margem líquida: 27,5%

ambev

 

5º – Engie Brasil (EGIE3): Geradora de energia elétrica
ROE: 27,7%
Margem líquida: 25,4%

Engie Brasil

 

4º – Multiplus (MPLU3): Programa de fidelidade
ROE: 199,7%
Margem líquida: 22,4%

Multiplus

 

3º – Cielo (CIEL3): Soluções de pagamento eletrônico
ROE: 37,6%
Margem líquida: 35,6%

Cielo

2º – Smiles (SMLE3):  Programa de fidelidade
ROE:
116%
Margem líquida: 35,1%

smiles

 

1º – Wiz Soluções e Corretagem de Seguros S. A. (WIZS3): Corretora e seguradora
ROE: 120,8%
Margem líquida: 33,1%

Wiz Soluções

Carteira KB – Setembro de 2017

Pelo nono mês seguido, a Carteira KB venceu o Ibovespa e alcançou um rendimento de 75,3% no ano contra apenas 23,4% do índice

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Nove meses de Carteira KB e nove meses consecutivos batendo o Ibovespa. Em setembro, as nossas ações tiveram uma valorização de 7,6% e o índice apenas de 4,9%. No acumulado do ano, conquistamos 75,3% de rendimento – mais que o triplo que o Ibovespa –, considerando o reinvestimento dos dividendos recebidos.

As ações da Smiles puxaram essa alta com 15,8% de crescimento. Se você é acionista da empresa, ainda tem mais motivos para comemorar. A companhia anunciou que distribuirá o valor bruto de R$ 0,074 por ação a título de Juros sobre Capital Próprio no próximo mês.

Os ativos da Unipar, CSU Cardsytem, Qualicorp e Grazziotin não ficaram atrás e nos garantiram bons rendimentos com 15,4%, 11,5%, 9,8% e 8%, respectivamente. A Qualicorp ainda pagou dividendos de R$ 0,35 por ação, impulsionando os nossos resultados.

Até o dia 9, a Taesa registrou alta de 2,2%. Neste dia, a trocamos pela PetroRio, que teve um pequena queda de 0,8% até o fim do mês. Somando-se os resultados das duas empresas chegamos aos 1,4% mostrados no gráfico.

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A Melhor Carteira de Ações do Brasil

Na semana passada, muito se comentou sobre a carteira mais lucrativa do Brasil. De acordo com um levantamento feito pela revista Exame, as ações indicadas pela corretora Rico teriam os melhores resultados até agosto, com 42%.

A Empiricus, no entanto, contestou. O portfólio deles gerou um retorno 11 pontos percentuais superior ao da Rico.

Nem um e nem outro. A primeira colocada até agosto foi a Carteira KB, que atingiu 62,9% de valorização.

Acontece na Carteira KB

A CSU Cardsystem anunciou a entrada da ação nos índices SMLL – índice de ações de empresas de menor valor de mercado – e IDIV – índice de ações de empresas que mais distribuem resultados. Segundo a companhia, “a presença em índices, como o SMLL e o IDIV, potencializa a visibilidade da CSU no mercado de capitais brasileiro, possibilitando, inclusive, a entrada de um maior número de fundos de investimento, viabilizando também a geração de negócios indiretos via ETFs (Exchange Traded Funds) para a ação”.

A EZTEC comunicou a venda da Torre B do empreendimento EZ Towers, o maior já construído pela companhia, pelo preço de R$ 650 milhões. Além disso, a companhia pagou R$ 1,09 por ação a título de dividendos, conforme anunciado em abril.

A Ferbasa pagou Juros sobre Capital Próprio de R$ 0,235 para cada ação preferencial. A companhia anunciou ainda que foi definido o preço do FeCrAC (Ferro Cromo Alto Carbono) – principal produto vendido pela empresa. O valor de US$ 139/lb.Cr significa um aumento de 26% em relação ao terceiro trimestre de 2017.

A Itaúsa comunicou a conclusão da compra de 27,1% do capital da Alpargatas, assumindo assim seu controle acionário. Por causa disso, a holding deverá realizar oferta pública para aquisição das ações ordinárias dos demais acionistas da Alpargatas, assegurando o pagamento de 80% do valor ofertado para os vendedores do controle.

Veja como está a atual Carteira KB:

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Você quer saber como foram os desempenhos nos meses anteriores?

Acesse os balanços abaixo:

 Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

Carteira KB – Junho de 2017

Carteira KB – Julho de 2017

Carteira KB – Agosto de 2017

Carteira KB – Agosto de 2017

Pela oitava vez seguida, a Carteira KB rendeu mais que o Ibovespa; no ano, nossas ações lucraram 62,9% – entre valorização e dividendos –, enquanto o índice apenas 17,6% 

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Os resultados da Carteira KB estão cada vez melhores. Neste mês, a valorização foi de 12% contra apenas 7,5% do Ibovespa. Os R$ 100 mil investidos no primeiro dia do ano na Carteira KB valem hoje R$ 162.861,70. Nesse período, quem tivesse aplicado o mesmo valor no Ibovespa teria  R$ 117.613,36. São lucros de encher os olhos, ou melhor, o bolso.

Boa parte dessa valorização no mês se deve aos excelentes dividendos pagos pela Unipar, que, somando proventos e valorização da ação, nos rendeu 50,4% no período. A divulgação de um balanço favorável do segundo trimestre de 2017 e o fim da novela da OPA (Oferta Pública de Ação), com a rejeição da proposta de R$ 2,50 por ação UNIP6 oferecida pelo controlador, tornou possível a nova onda de valorização do papel.

Os resultados da Carteira KB ainda contaram com o bom desempenho da Ferbasa. A única produtora de ferrocromo das Américas teve uma valorização de 23%. O alto preço das ligas no mercado internacional e o aumento da produção das montadoras, que indica a recuperação do setor, são motivos potenciais para novas valorizações das ações da companhia.

A EZTec, Itaúsa e CSU Cardsystem vêm na sequência, com crescimento de 13,8%, 10,9% e 9,6%, respectivamente. 

A única ação que teve um resultado negativo foi a Taesa, com 2,4%.  A empresa responsável por 11 mil quilômetros de linhas de transmissão de energia elétrica viu seu lucro do segundo trimestre despencar devido ao menor IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), se comparado ao mesmo período do ano passado. Por causa disso, a conta “Correção Monetária do Ativo Financeiro de Concessão”, que ficou em R$ 84 milhões positivos entre abril e junho de 2016, terminou com valor negativo de R$ 87 milhões no mesmo período desse ano.

Carteira detalhada - ago-17

Dividendos

Quatros ações pagaram dividendos neste mês: Taesa, Itaúsa, Grendene e Unipar. As três primeiras distribuíram proventos trimestrais equivalentes a pouco mais de 0,5% do valor das ações.

A Unipar, por sua vez, quitou a primeira parcela dos dividendos extraordinários anunciados em julho. Cada ação UNIP6 recebeu R$ 3,355 em 8 de agosto. A segunda parcela, de R$ 1,1727, deverá ser paga em 20 de dezembro desse ano. Além disso, a empresa distribuiu dividendos complementares de R$ 0,0345 por ação.

Conforme temos feito mensalmente, todos os dividendos recebidos foram utilizados para comprar ações das mesmas empresas.

 Veja como está a atual Carteira KB:

Carteira KB - ago-17.png

Você quer saber como foram os desempenhos nos meses anteriores?

Acesse os balanços abaixo:

Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

Carteira KB – Junho de 2017

Carteira KB – Julho de 2017

Para este mês, planejamos fazer algumas alterações na Carteira KB.

Carteira KB – Junho de 2017

Ficamos à frente do Ibovespa pelo sexto mês consecutivo e garantimos um rendimento no ano de 38% contra apenas 4,4% do índice

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A Carteira KB superou – durante o primeiro semestre inteiro – o Ibovespa. Em junho, foi por pouco: garantimos uma valorização de 0,4% contra 0,3% do índice. O resultado foi acirrado neste período marcado pelas incertezas sobre a aprovação de medidas importantes, como as reformas trabalhista e previdenciária e a permanência de Michel Temer na presidência.

No entanto, a diferença de resultados entre a Carteira KB e o Ibovespa no acumulado do ano é grande: os nossos ativos somam um ganho de 38% e o índice de apenas 4,4%.

A Grazziotin foi o grande destaque do mês. A empresa do setor de vestuário da região sul do Brasil registrou uma valorização de 10,9%. Logo atrás empatadas, vêm as ações da Unipar Carbocloro e da Qualicorp com 2,4% de rendimento no período.

Os outros ativos da Carteira KB apresentaram pequenas quedas. Lideradas pela Smiles – com  recuo de 4,2% –, as ações da Taesa, Ferbasa e Grendene vieram na sequência, com perda de 2,9%, 2,6% e 2,5%, respectivamente.

A Itaúsa foi a única ação da Carteira KB que continuou sendo negociada ao mesmo preço – R$ 8,63.

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Balanceamento

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Neste segundo trimestre, algumas ações tiveram grande destaque e passaram a ter um peso maior na Carteira KB, como a Unipar Carbocloro e a Qualicorp. O que nos levou a fazer o balanceamento dos ativos para que a Carteira KB não fique dependente do desempenho específico de um determinado papel.

Para diminuir esse impacto, vendemos as ações das companhias com maiores altas e compramos os ativos que menos valorizaram-se. A nossa meta é voltar a situação do início do ano e ter todos os ativos com o mesmo peso na Carteira KB. Sendo assim, começaremos o segundo semestre com R$13.802,26 de cada companhia.

Balanceamento feito, esta é a Carteira KB atualizada:

Carteira KB - jun-17.png

Você pode conferir os fechamentos mensais anteriores abaixo:

Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

 

Carteira KB – Maio de 2017

Pelo quinto mês consecutivo, ficamos à frente do Ibovespa e garantimos um rendimento no ano de 37,4% contra apenas 4,1% do índice

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O mês de maio foi de turbulência no cenário político e, consequentemente, na economia. Após as denúncias dos executivos da JBS de que o presidente Michel Temer teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o valor de diversas ações despencou. Não à toa, o Ibovespa teve um rendimento negativo de 4,12%, enquanto a Carteira KB atingiu uma valorização de 3,81%, considerando dividendos.

A diferença de resultados é ainda maior se considerarmos o acumulado do ano: os nossos ativos somam um ganho de 37,4% – quase dez vezes maior que o Ibovespa.

O grande destaque do mês foi a Unipar Carbocloro – empresa do setor químico – que registrou uma valorização de 30,1%, considerando os dividendos pagos.  Na sequência, as ações que tiveram o maior rendimento foram Qualicorp, Grendene e Grazziotin, com 26,2%, 8,0% e 5,9%, respectivamente.

Alguns ativos tiveram queda por conta do cenário nebuloso. Entre eles, a empresa do setor de incorporação, venda e construção de imóveis, EZTEC, com perda de 12,5% de seu valor, seguida de Smiles – com 8,7% – e CSU – com 6,7%.

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Dividendos

dividendgrowth

Os investidores que aguardavam a enxurrada de dividendos prevista para esse mês podem comemorar. As empresas Taesa, Unipar, Qualicorp e CSU pagaram seus acionistas, conforme esperado. Sendo que a Grendene já distribuiu a segunda parcela de seus resultados. Os proventos que recebemos foram aplicados nas próprias companhias.  

Considerando os dividendos reinvestidos, esta é a atual Carteira KB:

carteira kb - maio 2017.png

Você pode conferir os fechamentos mensais anteriores abaixo:

Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Seguro catástrofe pode proteger seus investimentos?

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A maior alta do dólar dos últimos 18 anos – registrada na semana passada – entrou para a história. A moeda não tinha uma alta tão expressiva desde a maxidesvalorização promovida por Gustavo Franco, então presidente do Banco Central, no milênio passado. O Ibovespa acompanhou o ritmo do mercado e sofreu a maior queda diária desde o ápice da crise de 2008, com redução de quase 9%. Algumas ações, como Cemig (CMIG4) chegaram a cair quase 50% em alguns momentos do dia.

A variação do mercado por conta da instabilidade política – ocorrida após a delação premiada dos dirigentes da JBS sobre o suposto pagamento de propina a políticos de diferentes partidos, entre eles, o presidente Michel Temer – fez com que um instrumento financeiro ganhasse destaque: as tais PUTs ou opções de venda.

Apelidadas de seguro catástrofe, as PUTs sobem de preço quando o ativo a que estão atreladas caem. Em dias de grandes quedas na Bovespa, é comum ver algumas delas valorizando 200%, 500% ou até 1000%. Por causa disso, é normal lermos ou ouvirmos conselhos sobre comprar as opções de venda para servir como uma espécie de seguro contra perdas na carteira de ações.

A questão é: o ganho extraordinário das PUTs compensa a desvalorização da carteira de ações? Vale a pena comprar esse tal seguro catástrofe?

Depende!

Vamos ao exemplo com dados reais de hoje (24), seis dias após o histórico 18 de maio.

A ação preferencial da Petrobrás – PETR4 – é negociada a 13,79. A opção de venda deste ativo com vencimento em 19 de junho deste ano e preço de exercício de R$ 12 custa R$ 0,17. 

Essa PUT só tem valor no vencimento quando a ação cai abaixo de R$ 12. Portanto, vamos simular uma queda de 20% no preço de PETR4, ou seja, a ação da Petrobrás valerá R$ 11,03. Nesse caso, a opção de venda terá valor justo de R$ 0,97 no dia 19 de junho, pois a PUT lhe dará direito a vender por R$ 12 um papel que custa R$ 11,03.

Pois bem. Nesse caso, você ganhou R$ 0,97 com a opção e perdeu R$ 2,76 com a desvalorização da ação. Seu ganho não anulou sua perda. 

Para se proteger completamente da queda de 20% da ação, você teria que comprar 2,76 opções de venda com preço de exercício de R$ 12. Mas 2,76 PUTs custariam R$ 0,48!

Ou seja, para se segurar contra uma perda de 20% utilizando as famosas PUTs, o investidor precisa sacrificar 3,5% todo mês, ou quase metade do valor de sua carteira em um ano! É como se você pagasse mais de R$ 20 mil por ano para o seguro do seu automóvel de R$ 50mil!

Esse mesmo exemplo pode ser aplicado para ações que possuem opções de venda negociadas na Bovespa, como Vale do Rio Doce e Itaú Unibanco, com resultados semelhantes.

O seguro catástrofe de fato existe, mas seu preço é alto.  Cabe a cada investidor decidir se deve ou não contratá-lo

O seguro ETF IVVB11

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Em tempo, uma alternativa válida para você se proteger contra perdas na carteira de ações é a ETF IVVB11.

IVVB11 é um fundo de índice, negociado na Bolsa de Valores, que busca retornos de investimentos que correspondam à performance, antes das taxas e despesas, do S&P500 (índice Standard & Poor’s 500).

Na prática, quem compra esta ETF (Exchange Traded Fund) adquire o índice com as 500 principais ações americanas em dólares.

Como mostramos no artigo “Mais retorno e menos risco na carteira: IVVB11”, a correlação entre o IVVB11 e o Ibovespa é negativa. Em geral, quando a bolsa brasileira sobe, o fundo cai e vice-versa. No dia 18 de maio, por sinal, essa regra funcionou perfeitamente: o índice Ibovespa desabou 8,8%, enquanto que a ETF IVVB11 disparou 8,6%.

A nova composição do Ibovespa

“Alta de bancos impede queda maior do Ibovespa”.

A reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico escancara um fato que perdura: a alta concentração do índice de ações mais famoso do Brasil. O segmento bancário – que tinha uma participação de 28% do índice – passou a ter um peso ainda maior após o rebalanceamento realizado no começo de maio.

Em janeiro, sinalizamos que essa situação faz com que o Ibovespa não represente o desempenho da economia brasileira.  Quadrimestralmente, o índice é revisado. Via de regra, saem as ações com menor Índice de Negociabilidade (IN), calculado segundo critérios de quantidade e volume financeiro dos ativos negociados, e entram aquelas que atingiram um valor mínimo.  

Os detalhes do cálculo adotado pela Bovespa podem ser conferidos aqui.

Além disso, a cada quatro meses mudam os pesos de cada ação no índice, segundo o IN calculado no período anterior. Nesta nova carteira teórica, que passa a valer no quadrimestre que se iniciou em maio, destacamos:

  • Aumento do peso do setor bancário no índice, que atingiu 29,4%
  • Diminuição da participação das duas grandes empresas de commodities da bolsa – Petrobrás e Vale do Rio Doce
  • A Ambev segue crescendo sua influência no Ibovespa e chega a 7,5%
  • Bancos, Petrobrás, Vale e Ambev respondem por 54% do índice

Para construir o gráfico abaixo, a participação das ações preferenciais e ordinárias de cada companhia foi somada. No caso do Itaú Unibanco, adicionamos à ação da própria empresa (ITUB4) a participação no índice de sua holding – a Itaúsa (ITSA4).

Ibovespa Maio

Basta ver o gráfico para concluir que o índice Ibovespa segue altamente concentrado em poucas empresas e setores da economia.