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Investir exige um certo – para não dizer muito – controle emocional. É difícil ver o tempo passando e o preço daquela ação que você comprou, apostou suas fichas, estagnado. Nem um centavo a mais ou a menos.

E quando os ativos estão despencando? Admitir que terá prejuízo talvez seja a mais difícil das missões para os investidores.

São essas situações que contaremos neste texto baseado no livro One Up On Wall Street, de Peter Lynch.  Será que você vai se identificar com alguma delas?

Quando voltar ao preço que paguei, vou vender – Anima (ANIM3)

Eleições presidenciais de 2014, a mais disputada desde os anos 80.  

De um lado, Aécio Neves. A princípio, o discurso do candidato do PSDB não preocupava os investidores. Historicamente, os tucanos interferem menos na economia do que o PT.

Do outro lado, Dilma Rousseff. Ela tinha grandes chances de vitória. Se isso ocorresse, quais setores poderiam ser afetados com a reeleição da petista?

Começam os debates presidenciais e Dilma diz categoricamente:

– Não vamos mexer no FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). A educação será prioridade no meu governo.

Eu, como investidor, ouço o que precisava e queria ouvir. Na época, tinha ações da Anima, empresa focada no ensino superior de alta qualidade, com baixa dívida líquida negativa e alto crescimento dos lucros. Sem dúvida, estaria seguro mantendo a minha posição.

Dilma Rousseff é reeleita. Fico tranquilo em relação aos meus investimentos.

No entanto, grande engano o meu. Logo após assumir o governo, a presidenta anunciou mudanças na regra de financiamento estudantil. O que fez as ações de todas as empresas do setor despencarem.

Eu, por pura teimosia, me comprometi comigo mesmo: vou vender quando o preço voltar ao valor que paguei. Não vou realizar prejuízo!

Passam-se mais alguns meses e nenhuma perspectiva de recuperação do preço. A crise econômica se agrava. Todos os motivos para vender estavam dados. Minhas ações compradas a R$ 25 cada, agora valiam R$ 22, R$ 19, R$ 16 e contando. A queda parecia não ter fim.

Após quase um ano esperando o dia que nunca chegou, desisti. No fim de 2015, entreguei minhas ações por R$ 15 cada. Um prejuízo de 40%.

Ninguém gosta de consolidar prejuízos, mas muitas vezes é a decisão mais acertada a se tomar.

Se tivesse esperado o preço de ANIM3 voltar aos R$ 25 que paguei, teria vendido apenas no fim do mês passado. Seriam mais de três anos presos apenas para reaver o valor investido. Isso sem falar na inflação do período e no custo das oportunidades perdidas.

Ainda sim, a decisão mais acertada teria sido vender os ativos logo após a notícia da mudança de regra do FIES.

Olhando para trás e avaliando minhas decisões, vejo que a demora para vender foi por causa dessa teimosia:

ponto de exclamação “Quando a ação voltar a R$ 25, eu vendo”.

Por que me preocupar? Ações defensivas não oscilam muito – Eletropaulo (ELPL4)

Ações defensivas ou ações de β (beta) baixo são sempre lembradas em períodos de stress no mercado acionário. Com a corrida presidencial – ainda – indefinida neste ano, a tendência é que estes termos voltem à tona.

Ações de beta baixo ou menor do que um tendem a oscilar menos do que a média do mercado e, assim, tornam-se desejáveis em períodos de volatilidade ou de alta probabilidade de queda. Tipicamente, são ações de empresas de setores com baixa concorrência e com poucas possiblidades de expansão. Elas funcionariam ou deveriam ser como o seu porto seguro em períodos de tempestade.

No Brasil, o setor elétrico foi por muitos anos esse porto seguro. As empresas de distribuição elétrica – em especial – tinham essas características: uma vez vencida a concessão, a companhia detinha o monopólio sobre o fornecimento de energia para o consumidor final. Seus contratos deveriam ser previsíveis, com cláusulas que garantissem o equilíbrio contratual.

Esse foi o caso da Eletropaulo – maior distribuidora de energia no início da década. Seus resultados oscilavam pouco, a companhia não tinha grandes necessidades de investimento e, por isso, distribuía quase a totalidade dos lucros.

Foram alguns anos com dividend yield (dividendos pagos nos últimos doze meses dividido pelo preço atual) maior do 10% e pouca oscilação de preço.

A maior das vacas leiteiras. Um sonho para o investidor que pretendia viver de renda na bolsa.

Até que, em setembro de 2012, foi promulgada a Medida Provisória 579, que reduzia as tarifas cobradas pelas empresas. O castelo de cartas ruiu!

A Eletropaulo, que havia apresentado lucros anuais superiores a R$ 1 bilhão desde 2008, passou a ter prejuízos. Os dividendos gordos – é claro – viraram coisa do passado e o preço da ação, que no auge chegou a ser negociado a R$ 39, atingiu R$ 5.

Na época, eu tinha as ELPL4 e também fui pego de surpresa com a medida. A maior lição desse episódio foi:

ponto de exclamação “As ações defensivas também podem oscilar bastante”.

Está demorando demais para o mercado corrigir o preço. Vou vender! Unipar (UNIP6)

O ano de 2017 terminou e (salvo melhor juízo) a Carteira KB fechou com a maior rentabilidade do Brasil. Ficamos à frente das recomendações feitas por todas as corretoras e casas de research ou casa de análise, como Eleven, Empiricus e Suno.

Boa parte dos mais de 90% de ganho– que será divulgado na próxima semana no KB –  se deve ao sucesso com o investimento em Unipar e da resiliência em manter suas ações apesar da estabilidade de seu preço no começo do ano.

Quando comecei a Carteira KB, a Unipar era claramente uma das maiores pechinchas: lucros líquidos estáveis e pouco acima de R$ 100 milhões, boas margens, dívida líquida baixa e decrescente, pouca concorrência e setor consolidado.

Passados os quatro primeiros meses do ano, pouca coisa havia mudado. Os números continuavam imbatíveis, mas o preço da ação pouco reagia.

Entre as dez ações da Carteira KB, a UNIP6 apresentava o terceiro pior desempenho até o momento: a ação havia valorizado 13%, enquanto que a carteira toda já alcançava quase o dobro.

Por que? Será que não consegui enxergar algum risco? Os problemas de governança corporativa seriam prejudiciais ao investidor minoritário? Os releases espartanos de quatro páginas seriam uma tentativa de esconder algum problema maior da companhia?

Foram muitas as dúvidas nesse período. Não era possível que tantas ações piores e mais caras valorizassem, enquanto as da Unipar ficavam praticamente estáveis.

Talvez a melhor decisão fosse vender antes que o motivo (desconhecido) aparecesse.

Até que, em maio, começaram os boatos de OPA (Oferta Pública de Aquisição). O controlador pretendia fechar o capital da empresa. O fato – divulgado na época aqui no KB –  trouxe a tão necessária atenção para o caso da companhia.

Depois disso, o resto é história. A ação, que começou o ano valendo menos de R$ 7, distribuiu quase R$ 5 em dividendos e, atualmente, é negociada a mais de R$ 16.

O valor da ação ainda é baixo, já que empresa comprou a Indupa – segunda maior fabricante de PVC do Brasil –, aumentou as receitas e cortou custos.

Felizmente, o imediatismo não venceu a paciência e pude colher a valorização das ações da Unipar neste ano.

Não dei atenção a frases como:

ponto de exclamação “A ação está andando de lado. Melhor vender e comprar outra”.

E você? Já ouviu algumas dessas frases?

Quer ver outras coisas que as pessoas dizem sobre preços de ações? Veja o primeiro texto da série.

Feliz Ano Novo e bons investimentos para todos!

 

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19 pensamentos

  1. Olá KB,
    Na situação da Anim3 você comentou que quis vender somente no preço que comprou, mas por fim abraçou o prejuízo. Não passou pela sua cabeça aumentar posição para reduzir preço médio? Ou os fundamentos estavam muito deteriorado?
    Pergunto pq nessa época tudo caiu, não foi só educação, claro que alguns ativos sofreram mais.

    Um abraço!

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    1. Oi Janota,

      Na época e depois de muito relutar, eu cheguei à conclusão que a queda dos preços foi mesmo devido à piora dos fundamentos da empresa.
      Como outras ações caíram bastante, eu preferi vender e comprar outras ações com fundamentos melhores.

      Abraço.

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      1. Se permite o calcanhar de Aquiles do setor de educação é o FIES.
        Qualquer coisa que afete este subsidio afeta precificação das ações no mercado, lembro que na época tudo tava em baixa , mas setor de educação caiu por causa de um possível corte do fies.

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  2. Olá KB, feliz 2018! Espero que neste ano o seu site ganhe visibilidade e bombe, nos moldes do que ocorreu com a UNIP em 2017. Eu já vacilei no engano do “vou esperar recuperar o preço que paguei para vender”. Acho que tem muito a ver com a falta de conhecimento em relação ao mercado, principalmente para saber identificar se a queda é questão momentânea de fluxo ou se houve mudança nos fundamentos da ação.

    Abraço do DM, e parabéns pelo resultado da carteira! Só de verificar meu fechamento patrimonial, sei que foi bastante positivo!

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    1. Feliz Ano Novo DM!

      Acho difícil que alguém nunca tenha cometido ao menos um erro investindo. Esse negócio de separar o que é piora dos fundamentos da empresa e o que é apenas uma queda de preço é uma das coisas mais difíceis de se fazer.

      Abraço.

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  3. o exemplo da Eletropaulo foi um pouco mal explicado para iniciantes entender o porque aconteceu isso.

    Muita gente que investe neste setor não entende bulhufas do que esta comprando, muito menos qual procedimentos adotados por de trás da companhia.

    O setor de distribuição de longe se trata do subsetor mais agressivo de energia: Uma vez que a empresa entra numa concessão, esta empresa por sua vez se compromete distribuir energia para o cliente final sobre pesadas normas e regulações .

    Eletropaulo : Infelizmente não foi tudo culpa da mp 579 ao qual deteriorou resultados da Eletropaulo: O que aconteceu foi mais um dos erros crassos de analise cometidos pelo mercado ao não perceber que boa parte dos lucros eram não recorrentes mesmo nos tempos áureos sem MP.

    A empresa em vez de distribuir parte do lucro e reter uma % para abater a pesada dívida contraída do no ciclo de capex anterior, resolveu remeter totalidade do lucro para o grupo aes controlador da companhia e nãos e focou em fazer gestão de custos .

    Isso acontece direto no mercado: Uma empresa é contratada por um grupo X que onera dividendos delas em detrimento de fazer uma boa gestão.

    Então o erro crasso da Eletropaulo foi contar com uma receita imprevisível: Sim o setor de distribuição tem receitas mais imprevisíveis do que os demais setores, uma vez que empresa não consegue entregar energia contrata ela precisa recomprar energia mais cara no mercado spot

    Outro setor que muita gente diz ser de beta baixo, mas existe um risco oculto é o do geração: Uma vez que a empresa trabalha com risco hídrico e precisa entregar energia contratada incorre em comprar energia a preços mais elevado no mercado aberto.

    Resumo: Único setor que tem certa estabilidade nas receitas é o de transmissão uma vez que este setor recebe pela disponibilidade das linhas.

    Alerta: Cuidado com este tipo de setor que dizem ser defensivo não verdade não é tão defensivo assim!

    Beta : Passado não significa muita coisa. O fator mais importante é a qualidade dos balanços e vencimentos das concessões, ou seja olhar um indicador isolado não serve para muita coisa.

    A empresa pode ser de beta baixo durante 10 anos e depois comprometer todo lucro fazendo burrices e passar ser de beta agressivo. Resumo: todo indicador tem esta deficiência de refletir o passado em vez das perspectivas de lucro futuro.

    Todos estes erros poderiam ser evitados ao entender dinâmica do setor: Prós e contras do negocio e não simplesmente se focar cegamente em dividendos.

    Entender sobre ciclo de capex e gestão de dívida é fundamental para entender porque as empresas brasileiras são tão amadoras neste sentido.

    A empresas contam com o ovo no cu da galinha, qualquer desvio na receita contrata onera resultado final:
    Resumo:
    – A empresa não se foca nos custos que é onde realmente tem controle
    – Adora crescer com capital de terceiros pagando juros elevados
    – Não faz boa gestão de dívida , principalmente ao não ter como prioridade redução da dívida em detrimento dos dividendos.
    – Boa parte das empresas é puramente empresas clássicas de receita uma vez que a diretoria quer crescer a qualquer custos comprando empresas ou negócios com baixa rentabilidade ” Gozando com capital arrecado no mercado” isso remunera muito bem a diretoria e terceiros envolvidos no processo. O acionista este ser desprezível que se dane ao final do processo! Principalmente depois que a TIR do projetos for inferior a taxa de captação e a crescente despesas com juros da dívida.

    O que mais vejo no mercado são empresas puramente de receita: A empresa cresce receita ano após ano amparado num ciclo longo de capex, mas o lucro este nunca vem para o acionistas: São empresas especialista em captar dinheiro no mercado a custo baixo e aumentar receita OBS: Abílio Diniz fez escola com isso.

    Usando beta corretamente: Balanços bons e receitas mais ou menos previsíveis fazem você sair na frente no bear market, uma vez que a receita não tem correlação com PIB ou com consumo interno.

    Ai esta diferença de como usar beta a seu favor : Comprar empresas com receita mais ou menos previsível e com boa gestão faz você perder menos dinheiro nas quedas.

    Foi assim que passei duas anos ganhando do índice : Enquanto minha carteira caia 1% o índice caia 4%.

    Abraço

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    1. Oi MD,

      A intenção neste texto não foi explicar como a MP 579 impactou os resultados da Eletropaulo, nem como as mudanças de regras do FIES impactaram a Anima ou como a compra da Indupa afetou a Unipar, mas sim usar exemplos reais de estratégias comuns de investimentos que costumam dar errado.

      Sem dúvida, o subsetor de transmissão é o que apresenta resultados mais estáveis no setor de energia. A Taesa inclusive fez parte da Carteira KB por alguns meses. Optei por substituí-la porque acreditava que existia opção melhor de investimento. Por enquanto, a decisão tem sido lucrativa, pois a PetroRio já valorizou mais de 50% desde setembro e a Taesa caiu.

      A discussão sobre o payout ótimo da empresa é válida. Via de regra, distribuir lucros não recorrentes não é benéfico aos acionistas minoritários. Acontece que, na época, já era público e notório que a Eletropaulo distribuia lucros não recorrentes. O que não era esperado era a mudança de regras trazida pela MP 579. Uma gestão de custos e de distribuição de resultados mais eficiente ajudaria, mas não resolveria o problema da empresa que surgiu com a MP. Tanto é que todo o subsetor de distribuição sofreu à época.

      Eu não entendi sua posição sobre o Beta. Você diz “Beta: Passado não significa muita coisa” e depois fala “Usando beta corretamente” e “usar beta a seu favor”. Afinal, beta importa ou não para você?

      O beta é apenas um indicador. Como o nome bem diz, ele apenas indica. Não tomo decisão de investimento olhando apenas para um indicador. Seja ele dividend yield, beta ou qualquer outro. Acho temerário que alguém faça isso.

      Quanto ao alerta sobre ter cuidado com setores defensivos e sobre o beta mudar com o tempo, foi justamente essa a ideia do texto sobre a Eletropaulo: mostrar um exemplo de uma empresa considerada defensiva e de beta baixo que apresentou mudança brusca de seus resultados.

      Por fim, quanto ao fato de você ter batido o Ibovespa, parabéns pelos seus 36% de rentabilidade em 2017! Nesta segunda posto meus resultados.

      Abraço.

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      1. A questão do beta esta atrelada ao lucro ( Qualidade do lucro)

        Tem que usar um bom método para trabalhar com o lucro projetado e qualidade do EBIT, em suma o beta só dever ser usado nas seguintes situações.

        – Qualidade lucro e geração de caixa estáveis
        – Fazer um estudo de impacto no lucro futuro
        – Entender o case da empresas e seus riscos
        – Entender estratégia da gestão
        – Verificar se o capex esta se convertendo em lucro ou apenas em aumento de receita

        Ou seja: antes de usar beta aleatoriamente é preciso conciliar com outros indicadores:
        Se você usa beta como único parâmetro então de fato vai dar errado.

        Minha ressalva é que nenhum indicador é bom suficiente por si só: Todo tem falhas !
        O mais importante entender o que esta por de trás dos cálculos.

        EX: Muita gente usa PL com lucro não recorrente ou em empresas de commodities, sendo assim quando empresa apresenta queda no lucro a primeira coisa que o dito cujo vem dizer é que PL não serve para nada, ou que EV/ EBIT não serve para nada.

        Eu digo que serve desde que você tenha entendimento do case da empresa e dos balanços da mesma.

        A primeira coisa que alguém deve se pergunta é da onde vem o lucro:
        Lembro de ter pegado toda esta fase do mercado de baixa, e lembro claramente que muita gente vendeu porque não sabia de onde vinha o lucro.

        Logo o cara fazia da seguinte forma: Dividendo x ou y
        Beta x ou y
        Pronto : Se da por satisfeito ao fazer uma analise da empresa, perdeu dinheiro no processo a culpa era do indicador x ou Y.

        Sobre Eletropaulo: A empresa era ruim muito antes da MP 579, mas todos estavam anestesiados demais com dividendos.

        O que a MP fez foi apenas acabar destruir uma empresa que por si só já era ruim, apesar de todo frenesi por dividendo não recorrentes dos anos anteriores.

        As empresas bem adm tendem sofrer muito menos com choque de impacto desta magnitude: Podemos ver claramente isso acontecendo em diversos setores.

        Quer exemplo olha lá uma das melhores empresas no setor de distribuição: Equatorial fazendo bonito

        Falta gestão competente para fazer empresa dar a volta por cima , isso não é desculpa para ma ADM da ELPL no período, todas empresas bem ADM deram a volta por cima enquanto ELP continua numa draga danada.

        Resumo espero que tenha ficado claro que estou argumentar que um indicador nunca deve ser usado sozinho pois existe inúmeras falhas e para suprir a falha de indicador você usa outro indicadores em complemento, sendo assim não estou advogando unicamente a favor deste ou daquele método, mas sim de nos aprofundarmos no case da empresa para entender as nuances do negocio.

        Muitas vezes podemos entender muito sobre valuation , mas ao não prestamos atenção na gestão ou num risco jurídico oculto no negocio podemos por toda analise a perder.

        O diabo mora nos detalhes .

        Espero que tenha entendido , não encare como uma crítica mas sim como um complemento do post , porque assim um novato vai ler dizer indicador X não presta para nada ou y não presta para nada.

        Ai entramos naquela besteira de preço não importa, PL não importa, valuation não importa etc

        Abraço

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        1. Casos recentes de riscos ocultos negligenciado no mercado.

          WIZ soluções, todo mundo dizia que era uma empresa de beta baixo , risco baixo etc

          Lembro de ter entrado num grupo de estudo aonde analisarmos contratos e controlador da empresa, neste grupo descobrimos que o calcanhar de Aquiles estava no contrato com a caixa, não deu outra só foi rolar renegociação com a caixa ação caiu como uma marreta.

          OBS: teve gestor que vendeu a participação rapidinho nesse meio tempo embolsando um lucro fenomenal, mais um exemplo que caso investidor tive-se estudado realmente o case da empresa teria percebido o risco oculto nos contratos com a caixa.

          Outro caso da antigas que ocorreu quando você nem participava da blogosfera : Eternit, em meados de 2012 só se falava em eternit por estas bandas. ” Risco baixo” ” lucro crescentes” etc

          Até que um dos grandes investidores se desfez do negocio , este entendia que os riscos com amianto não eram compatível com as cotação da época.

          Não deu outra de 2014 até hoje a empresa despencou por ter tentando diversificar em um setor com margens baixas : Um fiasco atrás do outro com dinheiro do acionista. Eis mais um caso que foste a fundo no estudo do setor entenderia todos riscos implícitos no negocio que nenhum indicador de mercado pegaria.

          Sobre sua expertise na troca de taesa por petrorio: Muito bem acertada por sinal
          A empresa lançou recomprar de ações e o brent subiu muito desde então. A tal da arbitragem de valor que vivo falando na blogosfera , mas convenhamos que isto da trabalho , assim como acertamos nos últimos tempos poderíamos estar perdendo também.

          Agora acho que ficou clara minha argumentação: Não crucifico o beta ele tem suas virtudes e seus defeitos como qualquer outro indicador.

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          1. MD,

            Desde que as críticas sejam feitas de maneira respeitosa, serão sempre bem vindas aqui no site.

            O índice beta, como você bem sabe, é uma medida estatística dada pela covariância dos retornos do ativo de interesse com o mercado dividido pela variância do mercado num certo período.
            Por isso, não vejo como o beta possa ser usado para, por exemplo:
            – Entender estratégia da gestão
            Uma medida estatística não traz informação adicional sobre qualidade de gestão.

            Concordo plenamente com você que qualquer indicador é bom por si só. Tanto que já disse na minha primeira resposta que indicador apenas indica. Não se deve tomar decisão se baseando apenas em um indicador. Eu vejo que você está bastante preocupado em salientar isso, mas acho que concordamos.

            Sobre o caso da Wiz Soluções, eu nunca estudei a ação e não posso opinar. Aproveitando o tema de seguradora com contrato de exclusividade, você acha que este “risco oculto” existe no contrato da BB Seguridade com o Banco do Brasil?

            Sobre o caso da Eternit, eu não escrevia no site, mas acompanhei de perto o caso. A proibição do amianto era um assunto na pauta dos investidores na época. Lembro que em 2013, quando os resultados começaram a piorar, já havia uma ação judicial de R$ 1 bilhão contra a empresa pelo uso do produto. A diversificação promovida pela empresa foi, de fato, desastrosa.

            Olhando para o passado é bem fácil dizer que você deveria ter feito isso ou aquilo, mas veja que no caso da Eternit temos três bilionários como principais acionistas: Luiz Barsi, Lírio Parisoto e Victor Adler. Até mesmo os grandes erraram.

            Como investidor, o ano de 2017 foi espetacular. Contudo, uma certeza que tenho é que novos erros serão cometidos. O importante é identificá-los e corrigi-los antes que impactem seus resultados. Neste texto e nos outros da série, pretendo abordar erros comuns que todos cometem.

            Quanto à mudança de Taesa para Petrorio, como eu já disse em comentários aqui no site, não foi devida a uma visão mágica para saber que o preço do petróleo no mercado internacional ia aumentar ou que as ações da Taesa iam cair. Não tenho a pretensão de afirmar que fiz uma espécie de arbitragem porque, por definição, arbitragem supõe ausência de risco. Apenas avaliei que os potencial de retorno em relação ao risco era melhor naquele momento para a petroleira.

            Abraço.

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  4. Olá KB! Feliz 2018!
    Parabéns pelo trabalho! Conteúdo com bastante qualidade.
    Sobre quando a ação anda de lado, se ela tem bons fundamentos, eu acho que é um ótimo momento para comprar mais e mais, pois acaba gerando uma assimetria positiva. Com o tempo, a empresa apresentará resultados bons e o mercado vai premiar.
    Abs

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    1. Oi Ricardo,

      Eu concordo com você. Quando a ação com bons fundamentos está estagnada, é uma boa oportunidade para comprar mais.
      O problema é que nem sempre é fácil esperar até que o mercado olhe para ela e lhe atribua o devido valor.

      Abraço.

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      1. É verdade. Esperar é preciso ter muita paciência. Assim como esperar oportunidades para entrar em uma ação boa, mas que está cara no momento. Isso para aqueles que acreditam que o preço importa.

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  5. Olá, Bruno e equipe KB investimentos.

    vocês vão postar os resultados da carteira KB do mês de dezembro? Também queria saber se vão postar à carteira KB pro mês de janeiro.

    Desde já agradeço.

    ________________________________

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