Carteira KB – Junho de 2017

Ficamos à frente do Ibovespa pelo sexto mês consecutivo e garantimos um rendimento no ano de 38% contra apenas 4,4% do índice

Carteira KB x Ibov - jun-17.png

A Carteira KB superou – durante o primeiro semestre inteiro – o Ibovespa. Em junho, foi por pouco: garantimos uma valorização de 0,4% contra 0,3% do índice. O resultado foi acirrado neste período marcado pelas incertezas sobre a aprovação de medidas importantes, como as reformas trabalhista e previdenciária e a permanência de Michel Temer na presidência.

No entanto, a diferença de resultados entre a Carteira KB e o Ibovespa no acumulado do ano é grande: os nossos ativos somam um ganho de 38% e o índice de apenas 4,4%.

A Grazziotin foi o grande destaque do mês. A empresa do setor de vestuário da região sul do Brasil registrou uma valorização de 10,9%. Logo atrás empatadas, vêm as ações da Unipar Carbocloro e da Qualicorp com 2,4% de rendimento no período.

Os outros ativos da Carteira KB apresentaram pequenas quedas. Lideradas pela Smiles – com  recuo de 4,2% –, as ações da Taesa, Ferbasa e Grendene vieram na sequência, com perda de 2,9%, 2,6% e 2,5%, respectivamente.

A Itaúsa foi a única ação da Carteira KB que continuou sendo negociada ao mesmo preço – R$ 8,63.

Carteira KB detalhe - jun-17.png

Balanceamento

balanceamento

Neste segundo trimestre, algumas ações tiveram grande destaque e passaram a ter um peso maior na Carteira KB, como a Unipar Carbocloro e a Qualicorp. O que nos levou a fazer o balanceamento dos ativos para que a Carteira KB não fique dependente do desempenho específico de um determinado papel.

Para diminuir esse impacto, vendemos as ações das companhias com maiores altas e compramos os ativos que menos valorizaram-se. A nossa meta é voltar a situação do início do ano e ter todos os ativos com o mesmo peso na Carteira KB. Sendo assim, começaremos o segundo semestre com R$13.802,26 de cada companhia.

Balanceamento feito, esta é a Carteira KB atualizada:

Carteira KB - jun-17.png

Você pode conferir os fechamentos mensais anteriores abaixo:

Carteira KB – Janeiro de 2017

Carteira KB – Fevereiro de 2017

Carteira KB – Março de 2017 

Carteira KB – Abril de 2017

Carteira KB – Maio de 2017

 

KB Investimentos entrevista: Ferbasa

Conversamos com exclusividade com o gerente de Relações com Investidores da Ferbasa, Carlos Henrique Temporal, para entender a alta de 536% do lucro líquido da empresa

Os resultados mais recentes da Ferbasa – única produtora de ferrocromo das Américas –  levaram FESA4 a entrar na Carteira KB.  Para se ter uma ideia, o lucro líquido saltou de R$12,6 milhões para R$80,1 milhões neste primeiro trimestre, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Carlos Henrique Temporal F01A valorização do preço do ferrocromo –  matéria-prima para a fabricação de aços inoxidáveis, utilizada pela construção civil e por indústrias de diferentes segmentos, como de bens de consumo –  foi um dos indicadores que contribuíram para essa performance. Nos primeiros três meses de 2016, o produto era vendido a US$c 92/lb.Cr, e neste ano passou para US$c 154/lb.Cr.

Relativamente pouco utilizado no Brasil, os aços inoxidáveis  têm grande potencial de mercado. Basta comparar com os asiáticos. Enquanto o consumo (quilos/per capita por ano) dos brasileiros gira em torno de 2, a dos chineses que vivem na região rural chega a 3, na Europa a 15 e em Cingapura a 25.

Somando-se a essa perspectiva, a Ferbasa investe em ações para aumentar a produtividade, como: troca e aquisição de novos equipamentos, tecnologias e de um parque de geração de energia eólica para que a companhia não fique refém das oscilações do preço da energia elétrica.

A Ferbasa ainda produz ligas de ferrosilício, sendo 85% com padrão standard, que são destinadas ao setor siderúrgico para a fabricação de aço bruto comum e os outros 15% com padrão HP (high purity), que são usados para a produção de aço silicioso. Este tipo mais refinado, por sinal, é utilizado na fabricação do motor do carro híbrido Prius da Toyota.

O planejamento estratégico da Ferbasa foi revisto em dezembro do ano passado. Anteriormente, a meta era ser uma empresa globalmente competitiva em ferroligas. Com a revisão, o objetivo atual é ser uma companhia globalmente competitiva em ferroligas, minério de cromo e energia renovável.

Para entender melhor a atividade e as perspectivas da corporação, o KB Investimentos conversou com exclusividade com o gerente de Relações com Investidores da Ferbasa, Carlos Henrique Temporal. 

Qual é a expectativa para a evolução do consumo de aço inoxidável no Brasil?

É uma indústria com grande potencial. A ABINOX (Associação Brasileira do Aço Inoxidável) fomenta a utilização e aplicação do produto no mercado brasileiro, visando incrementar seu consumo.

O aço inox é um produto extremamente elástico a preço. Por exemplo: se você pretende fazer uma coluna de aço inox, numa recessão, você substitui por aço comum. Com a retomada da economia, a expectativa é de aumento do consumo no Brasil.

Hoje, a Ferbasa está bem posicionada para o crescimento da demanda, pois detém quase a totalidade do mercado de ferrocromo, produto indispensável à produção de inox, no país.

No release, a empresa diz que reduziu seus custos por causa da substituição de biorredutor por coque. O método deve continuar?

A produção de ligas precisa de redutores para agir na oxirredução dentro dos fornos, transformando elementos óxidos em elementos metálicos. O redutor mais utilizado no mundo é o carbono, produzido a partir do coque (carvão mineral) ou do biorredutor (carvão vegetal).

A Ferbasa utiliza o biorredutor na produção de ferrosilício. Na produção de ferrocromo, tradicionalmente, é usado coque, mas é possível utilizar até 20% de biorredutor. Como a Ferbasa dispõe de fazendas de produção do biorredutor e este é um insumo mais barato, a empresa vem promovendo a substituição de forma a reduzir custos.

Quais ações a companhia têm tomado nesse sentido (para reduzir custos de produção)?

Ferbasa - Metalurgia

Utilização de biorredutor também na produção de ferrocromo. Em 2014, iniciou-se a mudança de tecnologia de produção de biorredutor. Ao custo de R$ 66 milhões, substituímos 400 fornos pequenos (20 a 40 metros cúbicos) operados manualmente por 88 fornos grandes mecanizados (400 a 700 metros cúbicos). O octagésimo sexto forno está em produção no momento, e os últimos dois em fase de final da construção. Essa iniciativa diminui drasticamente os custos de produção de biorredutor e, consequentemente, de ferrosilício.

A aquisição de equipamentos de raio-X. O minério de cromo extraído em nossas minas se divide em concentrado – areia de menor valor agregado – e hard lump – uma pedra de poucos centímetros, mais valiosa. O processo de seleção antigamente era manual. A compra de equipamentos de raio X permitiu mecanizar essa seleção, aumentando a eficiência de 75% para mais de 90%. Esse aumento de eficiência permite produzir a mesma quantidade de liga utilizando menos ROM (Run of Mine), preservando assim as reservas da companhia e reduzindo os custos de produção do ferrocromo, já que o minério chega a representar 40% do custo total desta liga. Hoje, temos dois equipamentos de raio X em operação (comprados em 2015 e 2016). Em julho deste ano, mais duas máquinas serão incorporadas aos ativos da companhia.

A participação do item “Demais produtos” na receita da companhia se multiplicou nos últimos anos. Este segmento da companhia apresenta a melhor margem de lucro bruta da empresa. O que explica esse aumento de participação e qual a expectativa para os próximos anos?

Hoje, a empresa está dedicada a fazer exportações regulares de minério de cromo. Em dezembro de 2016 e fevereiro desse ano, a Ferbasa exportou para a China. Essas vendas são computadas no item demais produtos da companhia.

Qual é a estratégia da companhia para a gestão dos custos de energia?

Em 2015, quando da última renovação, o preço da energia subiu fortemente e o contrato com a CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) foi renovado até 2037, sem possibilidade de extensão, com quantidade de energia contratada 30% menor e 22% mais cara.  O contrato atual prevê o fornecimento anual de 150 MWh até 2032 e reduções gradativas de volume até zerar em 2037. Em função disso, a Ferbasa concretizou alguns contratos de energia no mercado livre para complementar a perda.

Em 2016, a companhia tinha contratado 200 MWh. Apenas os 150 MWh com a CHESF foram utilizados na produção e os outros 50 MWh tiveram que ser vendidos no mercado com prejuízo.

Neste ano, a Ferbasa contratou 215 MWh, sendo que utilizará os 150 MWh da CHESF e mais 15 MWh adquiridos de outras geradoras no mercado livre. Os outros 50 MWh serão novamente vendidos no mercado. Mas, dessa vez, acreditamos que com lucro para a empresa.

Para diminuir a exposição da companhia à oferta de energia, decidimos investir na geração de energia. Após estudos de viabilidade técnica e financeira, a opção da Ferbasa foi por dois projetos brownfields, que já estão em operação, de energia eólica. Hoje, esses projetos tem um PPA (purchase power agreement) de 20 anos (iniciados em 2014) para vender a produção para o governo.

Como a necessidade de energia da empresa hoje é satisfeita pela CHESF e outras geradoras, a compra de projeto de geração eólica representa a compra de fluxo de caixa para a companhia. Em 2034, quando termina o contrato de venda de energia eólica para o governo, a Ferbasa optará por vender energia no mercado ou utilizá-la na produção. No ano seguinte, quando termina o contrato com a CHESF, a energia eólica poderá ser usada para suprir a necessidade da companhia.

Este é o primeiro passo, para desenvolver a curva de aprendizado no novo negócio, sendo possível ainda que a Ferbasa compre projetos greenfield no futuro para aumentar a produção de energia.

Qual é a expectativa de payout da companhia para os próximos anos? Há a intenção de promover um novo programa de recompra de ações? Qual é a expectativa de CAPEX da Ferbasa para os próximos anos?

O histórico de CAPEX da companhia é de R$ 100 milhões/ano. Por conta do fim do projeto de mudança de tecnologia de produção de biorredutor, esse número deve ficar abaixo de R$ 90 milhões neste ano. Esses números desconsideram os projetos de energia.

Nós terminamos no ano passado um programa de recompra de ações. Temos em tesouraria, 3,2 milhões de ações, compradas a um preço médio de R$ 8,07. Ainda não há expectativa de venda dessas ações nem de reabertura de um novo programa de recompra.

Por conta das incertezas da energia, a Ferbasa sempre teve uma estrutura de capital muito conservadora. Hoje a companhia detém quase 400 milhões em caixa. A partir de 2015, quando a companhia passou a ter um horizonte mais claro quanto à questão de energia, o payout e dividend yield da companhia aumentou.

Hoje, existe uma proposta da Diretoria de Relações com Investidores sendo avaliada pelo Conselho de Administração para aumentar a frequência de pagamentos de dividendos.  A ideia é que a companhia distribua trimestralmente seus resultados. A expectativa é que a iniciativa seja aprovada, bem aceita pelos acionistas minoritários e gere maior liquidez das ações no mercado.

A companhia tem intenção de aumentar o nível de tag along, migrando para o Nível 2 ou Novo Mercado?

Não. A questão do tag along só é relevante para os acionistas minoritário em caso de mudança de controle acionário, o que não deve ocorrer na companhia. Ou pelo menos, não observamos sinalizações neste sentido. A Ferbasa é um caso único na Bovespa em que uma fundação é sócia majoritária de uma empresa. A Fundação José Carvalho possui sete escolas e um colégio técnico, localizados na Bahia, que atendem gratuitamente 4 mil alunos. Como a fundação depende dos dividendos recebidos para se manter, não há a mínima intenção de perder o controle acionário.

No dia 18 de maio – com a notícia dos áudios da JBS envolvendo o presidente – o dólar disparou, levando a uma alta das ações de setores tipicamente exportadores com receita em dólar, enquanto o resto do mercado despencava. Neste dia, a FESA4 – ação mais negociada da Ferbasa – caiu 4,1%. O que explica esse comportamento atípico, dado que a Ferbasa tem sua receita totalmente atrelada à moeda americana?

dólares.jpg

Foi uma leitura equivocada dos fundamentos. Não existe hoje uma leitura correta da empresa pelo mercado. Nós somos uma empresa 100% dolarizada e temos custos em reais. Este é o trabalho de equipe de RI (Relações com Investidores), assim como das casas de análises de ações e corretoras: fazer com que o mercado entenda o case da empresa, seus respectivos fundamentos e drives de mercado.

Dado que o todo o faturamento da Ferbasa depende do dólar, por que a empresa faz hedge apenas de até 30% de suas receitas?

Há uma relação negativa entre preço de commodities e dólar. O aumento da moeda americana tende a ser, em parte, compensado pela queda de preço desses produtos e vice-versa. Como os produtos vendidos pela Ferbasa têm um “comportamento” de commodities, essa relação é valida. A companhia calculou um coeficiente de correlação de aproximadamente  -0,69 entre esses ativos.

Dado que em torno de 70% da variação da receita devido ao dólar tende a ser compensada pela variação dos preços dos produtos vendidos pela Ferbasa, a companhia entendeu que há necessidade de proteger apenas os outros 30% através de hedge. A empresa utiliza NDF (Non Deliverable Forward), ou Contrato a Termo de Moeda sem Entrega Física, para travar o câmbio dos produtos vendidos.

Mercado mantém projeções para juros em meio à crise política

focus-29-05-17.png

A expectativa do mercado – divulgada nesta segunda-feira (29) no relatório Focus  –  se manteve, com queda de 1% na Selic. As apostas em um corte mais agressivo nos juros vinham aumentando por conta das projeções da inflação e do fraco desempenho da atividade econômica.

No entanto,  a crise política – gerada após as denúncias dos executivos da JBS de que o presidente Michel Temer teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha – acabou com as esperanças de uma redução maior.

Vamos ter que aguardar até quarta-feira (31) para ver o que o Banco Central decidirá sobre a Selic. Será que tomará a decisão pensando que as reformas – trabalhista e da previdência – serão aprovadas? Michel Temer continuará no poder? A chapa Dilma-Temer será cassada? Muitas perguntas para poucas respostas!

 Inflação 

As projeções para IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado como parâmetro para as decisões de taxa de juros do Banco Central, sofreram leve redução no mês – de 4,03% para 3,95%. 

O mesmo não podemos dizer sobre o IGPM (Índice Geral Preços do Mercado) – o indicador serve como referência para reajustar os contratos de aluguéis. O índice segue a trajetória de queda vertiginosa apontada no mês passado – saindo de 2,71% para 2,14%. 

 Dólar e PIB

Apesar do estouro da crise e da disparada do dólar, as projeções se mantiveram praticamente estáveis. A previsão é que a moeda americana termine o ano valendo  R$3,25.

Na mesma direção, o PIB (Produto Interno Bruto) esperado teve pequena alta – de 0,46% para 0,49%. Vale lembrar que nesta quinta-feira (1º) será divulgado o PIB do primeiro trimestre. O número deve ser levemente positivo, mostrando que, enfim, saímos da maior recessão da história do país. 

KB Investimentos entrevista: CSU

Conversamos com exclusividade com o CFO da empresa, Ricardo Ribeiro Leite, para comentar os resultados da companhia que fizeram a ação CARD3 dobrar de preço em 2017

CSU Ricardo Leite

O boom das ações da CSU – empresa de prestação de serviços de alta tecnologia – chamou a atenção do mercado. Vendida no primeiro dia de janeiro a R$ 4,91, os papéis CARD3 mais do que dobraram de valor em março. Hoje acumulam alta de quase 100% no ano.

As diferentes facetas da CSU foram fundamentais para esse sucesso. Fundada em 1992, a companhia conseguiu se reinventar em momentos delicados. Inclusive quando viu suas ações derreterem no mercado e seu lucro líquido despencar mais de 90%, em 2013, com a saída de um de seus principais clientes, o HSBC.

A queda de resultados levou a CSU a criar novas frentes de negócios – para não depender exclusivamente de um único setor – e a oferecer soluções completas aos seus clientes com os serviços prestados pela CSU CardSystem, CSU Contact, CSU MarketSystem e CSU ITS.

A fórmula deu certo. Com a reestruturação, o lucro da CSU chegou a R$ 34,9 milhões no ano passado. Os bons resultados conquistados começaram a se refletir no mercado de ações e a CARD3 deixou de ser figurante para se tornar protagonista da Bovespa.

Ponto para o KB Investimentos ao selecionar o ativo para compor a Carteira KB. Graças ao bom desempenho da CARD3 e nossas outras ações, tivemos até agora um rendimento de 25,88% no acumulado do ano contra apenas 7,9% do índice Ibovespa.

Para comentar os resultados e saber quais serão os próximos passos da companhia, o KB Investimentos conversou com exclusividade com o CFO (Chief Financial Officer) da CSU, Ricardo Ribeiro Leite. 

As ações da CSU mais do que dobraram de preço neste ano. Vocês ficaram surpresos com o resultado? A reestruturação e o aumento do lucro da empresa trouxeram mais segurança para os investidores?

Foi uma satisfação, mas não uma surpresa. A gente vem apresentando, por oito ou nove trimestres consecutivos, resultados bastante favoráveis. Os múltiplos em termos de preço no mercado versus os resultados da companhia estavam se distanciando mais e mais. Foi uma reação tardia e entendemos que não se esgota por aqui, ou seja, os múltiplos da companhia ainda não estão alinhados com os peers dos mercados nacional e internacional nos setores em que a CSU opera.

Além disso, percebemos um momento desfavorável a investidores estrangeiros e institucionais locais e decidimos dar atenção a outros segmentos do mercado – pessoas físicas e clubes de investimentos – com apresentações setoriais e regionais. Vimos que o crescimento recente dos preços das ações e do volume negociado está ligado a estes segmentos. Correlacionado a isso, a Sul América diminuiu a participação na companhia, o que possibilitou um aumento da liquidez das ações e a entrada de novos investidores.

No release do último trimestre de 2016, é destacado que o uso da OPTe+, como plataforma de resgate, mais do que dobrou em dois anos.  Qual o impacto da OPTe+ na melhora dos resultados da companhia?

Os setores que nós não apresentamos informações com maiores detalhes ainda não atingiram relevância dentro da companhia. No caso da Marketsystem, passamos algumas informações para verificar a tendência, mostrar a evolução da Opte+ e outras alternativas de resgates. O mesmo vale para a unidade CSU ITS.

O lucro bruto da empresa cresceu R$ 18 milhões de 2015 para 2016. Nesse mesmo período, a conta “Custos dos Prêmios Entregues” caiu de R$ 41,8 milhões para R$ 21,1 milhões, variação maior até que o aumento do lucro. Qual o motivo dessa redução pela metade desse custo? E qual é a expectativa para esse item nos próximos anos?

Essa é uma questão de modelagem de negócios com os clientes de uma maneira diferente. Por exemplo, um contrato com um cliente que antes tratávamos como receitas e custos de serviços, por causa de uma alteração na contratação, deixamos de faturar como prestação de serviço. O valor deixa de ser receita e deixa de ser custo e transita no balanço da companhia apenas como nota de débito. É uma questão de alteração no registro contábil. Essa redução de custos dos prêmios entregues teve um impacto em termos de lucro absolutamente zero.

A CSU Contact e a CSU CardSystem têm receitas em níveis semelhantes e lucros muito diferentes. A margem EBITDA da Contact em 2016 foi doze vezes menor que a da CardSystem. Até que ponto a Contact é importante para oferecer uma solução completa e integrada aos seus clientes?

O mercado de contact center é muito concorrido, o que torna mais difícil conseguir uma diferenciação que permita maiores margens.  A CSU Contact apresenta pontos positivos ao possibilitar a diluição de custos operacionais e complementar as atividades da Marketsystem, Cardsystem e ITS, que têm necessidade de atendimento ao cliente. Ao trazer clientes novos para a empresa, cria-se um potencial para que estes se tornem usuários dos outros serviços da CSU. Portanto, independentemente do patamar bem abaixo de rentabilidade, a CSU Contact deve permanecer como um core business da empresa.

A CSU prevê investimentos da ordem de R$ 45 milhões para 2017. A necessidade de investimento para os próximos anos tende a se manter nesse nível?

O nível de investimento da companhia está muito atrelado às novas contratações comerciais. Cada contrato adicional implica investimento inicial. Um bom plano comercial no ano significa capex mais acentuado. Como em 2014 e 2015 não houve crescimento forte, os orçamentos de capital aprovados não foram executados. Em 2017, nosso desejo é que esse orçamento se torne realidade, mas vai depender do sucesso comercial da CSU.

Qual a expectativa de distribuição de resultados para os próximos anos?

Quanto aos dividendos, buscaremos uma política agressiva girando em torno do percentual de 35% a 40% do resultado líquido anual.

Neste ano a CSU anunciou que fechou uma parceria com um novo cliente na área de processamento de cartões. Já é possível divulgar o nome, o setor ou o número de cartões desse novo cliente?

É uma instituição financeira de médio porte com foco regional. O acordo significa o lançamento do projeto. Não tem um portfólio já existente, como o Banco Mercantil do Brasil, que veio com seus 900 mil cartões. Nós teremos a satisfação de emitir o primeiro cartão desse novo cliente. Há potencial para várias centenas de milhares de cartões.

Montando uma carteira de ações fundamentalista – Parte 3 – Preço/Lucro

Preço sobre Lucro, Preço/Lucro ou simplesmente P/L. Não importa a forma como o indicador é escrito e sim o que ele pode mostrar sobre a ação que você pretende comprar. O que o faz ser um dos índices mais utilizados quando o assunto é análise fundamentalista.

O economista Jeremy J. Siegel deixa claro no livro “Stocks For the Long Run” o quanto o Preço sobre Lucro pode influenciar na decisão dos investidores: “buying stocks at or below their historical valuation is the best way to guarantee superior returns”. Trocando em miúdos, comprar empresas com P/L tende a garantir maiores retornos para o acionista.

A conclusão de Siegel levou em consideração a análise do histórico de rentabilidade das ações americanas entre 1957 e 2013, segundo seu Preço/Lucro. Ele dividiu as 500 ações que compõem o S&P 500 – principal índice norte-americano – em cinco partes iguais: dos ativos com o menor P/L (teoricamente os mais baratos) até os com o maior P/L (as mais caras).

preço-lucro Siegel.JPG

Conforme vemos no gráfico acima, as ações mais baratas apresentaram os maiores retornos em 55 anos, enquanto que as consideradas caras tiveram o pior desempenho.

Quem investiu US$ 1 mil nas ações de baixo P/L em 1957 tinha ao final do período US$ 800 mil! Enquanto isso, o mesmo investimento em ações de alto Preço sobre Lucro renderia US$ 64.116 ao investidor no final de 2012. A diferença final foi de mais de DEZ vezes!

Problema: Preço/Lucro olha o passado

Não só de elogios vive o P/L. Talvez, a principal das críticas ao índice é que – via de regra – ele considera os lucros passados. Normalmente, um menor resultado ao dividir o preço atual pelo lucro líquido dos últimos doze meses da companhia significa uma ação mais barata. Certo?

Depende!

O que garante que o lucro líquido do futuro será igual ou maior do que no último ano?

Qual é a perspectiva de aumento dos lucros para os próximos anos?

O P/L atual não está distorcido por conta de um trimestre de lucros excepcionalmente bons ou ruins?

Saraiva

O índice precisa ser analisado com atenção! Tome como exemplo a empresa Saraiva – SLED3. No último trimestre de 2015, a livraria obteve uma receita não recorrente por conta da venda da Saraiva Educação – divisão que cuidava dos ativos editoriais e de ensino da companhia.

Por conta disso, o resultado do período saltou de prejuízo de R$ 13,6 milhões em 2014 para lucro líquido de R$ 194,2 milhões no ano seguinte. Hoje (antes da divulgação do resultado do quarto trimestre de 2016), o Preço sobre Lucro calculado da Saraiva é de um dos menores da Bovespa: próximo a 1! 

Apesar de parecer uma pechincha da bolsa, o investidor precisa lembrar que, assim que soubermos este resultado – previsto para o dia 28 -, esse lucro extraordinário sairá do cálculo de Preço sobre Lucro dos últimos doze meses. Com isso, o P/L da empresa tende a disparar.

Ações de crescimento e ações de valor

 Se P/L indica o quão cara ou barata está uma ação, o que justificaria algumas delas serem negociadas a Preços sobre Lucros muito mais altos do que outras?

Em geral, a expectativa de crescimento da companhia seria a principal resposta. Growth stocks – ou ações de crescimento – são negociadas a múltiplos maiores por causa da expectativa de alta nos lucros da empresa.

Uma companhia que tem valor de mercado de R$ 400 milhões e lucro líquido de R$ 20 milhões ao ano – portanto P/L 20 – pode parecer bastante cara. Entretanto, se a empresa dobrar o lucro nos próximos anos, mantido o preço, o P/L cairia pela metade.  O valor da ação deixaria assim de ser considerado uma extravagância.

ambev.png

A segunda ação em peso no Ibovespa – ABEV3, da Ambev – é um bom exemplo de crescimento. Mesmo durante o período de queda de preços dos ativos em 2015, o P/L  da companhia de bebidas nunca caiu abaixo de 15. Hoje, se situa acima de 20. O mercado precifica que os lucros da empresa são sólidos e com perspectivas de crescimento.

As value stocks – ou ações de valor -, por sua vez, não carregam altas expectativas do mercado quanto ao crescimento dos lucros. Costumam ser empresas atuantes em setores com limitações ao crescimento das receitas, como concessionárias de energia elétrica e gás, de quem não se esperam grandes saltos de lucratividade. 

 Benjamin Graham e a margem de segurança

IMG_0189.JPEG

 A margem de segurança é um dos temas centrais do método de investimento do professor e mentor de Warren Buffet, Benjamin Graham. No livro Investidor Inteligente, ele define assim:

 “(…) uma diferença favorável entre o preço, de um lado, e o valor indicado ou avaliado de outro. Essa diferença é a margem de segurança. Ela existe para amortecer o efeito de cálculos errôneos ou da falta de sorte”.

Se compararmos duas ações semelhantes, a ação com P/L mais alto embute no preço maior expectativa de crescimento dos lucros. Quanto maior o índice, mais o resultado deve aumentar apenas para justificar o preço atual e, portanto, menor é a margem de segurança.

No livro Security Analysis, escrito em 1934, Graham define:

“Hence we may submit, as a corollary of no small pratical importance, that people who habitually purchase common stocks at more than about 16 times their average earnings are likely to lose considerable money in the long run”. 

Ou seja, na regra de bolso para o mercado americano, definida há mais de 80 anos, quem compra ação com P/L acima de 16 provavelmente perderá dinheiro.

 Peter Lynch e a PEG ratio

IMG_0188.JPEG

 Peter Lynch, o lendário gestor do fundo de investimento Magellan, que obteve retorno de 29,2% ao ano entre 1977 e 1990, também tinha sua regrinha. O Price/Earnings to Growth (PEG ratio), ou Preço/Lucro dividido pela taxa de crescimento dos lucros:

Peg ratio formula

Esta medida foi utilizada durante anos pelo gestor para selecionar as ações de seu fundo. Segundo Lynch:

“The P/E ratio of any company that’s fairly priced will equal its growth rate.  I’m talking about growth rate of earnings here.”

O que significa que uma ação com preço justo tem PEG ratio igual a 1. Ações com PEG ratio menor do que 0,5 são consideradas pechinchas por ele, enquanto que aquelas com o índice maior que 2 estão muito caras.

 A lógica é que quanto maior o Preço/Lucro da empresa, maior deve a expectativa de crescimento dos lucros para compensar o índice mais alto. Quando o crescimento esperado supera o P/L, temos uma boa oportunidade de investimento.

Escolha da ação

Grazziotin

Na definição da empresa a ser investida segundo o critério preço/lucro, tentaremos respeitar os critérios de Graham e Lynch:

  • Comprar uma ação com certa margem de segurança. Assim, caso nossa avaliação esteja otimista demais, o potencial de perda é reduzido.
  • Comprar uma ação em que o crescimento dos lucros esperado é maior do que preço/lucro, ou seja, com PEG ratio menor do que um.

A ação da Grazziotin, varejista com atuação na região Sul do país, respeita o critério de margem de segurança.

A empresa é uma das poucas negociadas na Bovespa que não possuem dívida. De fato, a firma possui em caixa mais de um terço de seu valor de mercado.

Além disso, em nenhum trimestre nos últimos dez anos a Grazziotin apresentou prejuízo nas operações. O preço/lucro atual da companhia por volta de 6,5. Portanto, menos do que a metade da regra de bolso definida por Graham.

A CGRA4 também atende ao critério PEG ratio de Lynch. Em seu famoso livro One Up On Wall Street, o autor sugere que, caso seu corretor não possa estimar o crescimento dos lucros, você mesmo pode fazer isso olhando para o crescimento dos lucros no passado.

A ideia é que estimar a taxa de crescimento dos lucros líquidos de uma empresa é uma tarefa hercúlea. A probabilidade de erro é enorme. Por isso, caso não haja motivos para desacreditá-la, a taxa histórica de crescimento é uma estimativa razoável.

Em 2006, a Grazziotin apresentou lucro de R$ 16,1 milhões, enquanto que neste último ano a companhia quase quadruplicou o resultado: R$ 64 milhões. Portanto, a taxa de crescimento histórica, que utilizaremos para calcular PEG ratio, é de 15%.

Peg ratio.png

Segundo Lynch, o PEG ratio de 0,43, calculado para a Grazziotin, é considerado um ótimo indicador fundamentalista.

Escolhemos a ação preferencial da empresa – CGRA4 –, pois a ordinária – CGRA3 – não atende ao critério de liquidez definido para a Carteira KB (volume diário negociado mínimo de R$ 50 mil).

Essas características justificam a escolha da ação CGRA4 para compor nossa carteira fundamentalista – a Carteira KB –, que pode ser conferida aqui.

Abaixo, você pode ler os outros textos da série:

Montando uma carteira de ações fundamentalista – Parte 1 – Dividendos

Montando uma carteira de ações fundamentalista – Parte 2 – Margem Líquida

Quanto rende o título público Tesouro Selic?

Doubtful 3D man

Conhecido como a bola de segurança dos investimentos, o Tesouro Selic pode apresentar muita variação no rendimento que realmente importa para o investidor

O Tesouro Selic está na boca do povo. Basta você ligar a televisão, ler revistas e jornais ou conversar com os seus amigos que se o assunto for investir com segurança fora da poupança, o título público dominará os assuntos. Você já reparou?

Entre janeiro de 2016 e janeiro deste ano, o estoque de Tesouro Selic no Tesouro Direto disparou! Eram R$ 5,4 bilhões no ano passado e agora são R$ 8,6 bilhões.

O papel costuma ser a primeira opção que vem à mente das pessoas que buscam rendimento sem sustos. Também pudera: ao contrário dos outros títulos públicos negociados no mercado, o Tesouro Selic não é tão dependente das oscilações de expectativa do mercado. Não à toa, foi apelidado de “bola de segurança”.

Para entender como ele ganhou esse status entre os investidores é fácil. Como o próprio nome diz, o Tesouro Selic rende apenas a taxa Selic do dia negociada no mercado. E, como sabemos, os juros no Brasil estão longe de serem negativos. 

Os outros títulos públicos – Tesouro IPCA e Prefixados – negociados no mercado podem apresentar retornos nominais negativos por meses em função de mudanças de expectativas para a taxa de juros futura.

Para termos ideia dessa oscilação, analisamos o ganho que realmente importa para o investidor: o retorno descontado a inflação, o imposto e a taxa de custódia. O valor indica em quanto aumentou o poder de compra dos recursos aplicados.

O gráfico abaixo mostra o rendimento real líquido do Tesouro Selic comprado ao par (sem taxa de desconto) desde 2008. É considerada a taxa de custódia de 0,3% ao ano, cobrada pela BM&FBOVESPA. As linhas mostram o rendimento considerando o menor imposto – 15% – cobrado por títulos públicos para aplicações de mais de dois anos e a maior alíquota – 22,5% – no caso de aplicações de menos de seis meses.

Tesouro Selic.png

Como podemos observar, o retorno do Tesouro Selic variou bastante. De 2008 a 2015, vemos uma tendência de queda dos rendimentos reais líquidos. Em 2016, ocorre uma forte recuperação em função do aumento da taxa de juros Selic acompanhado da queda da inflação.

Para 2017, é esperado um retorno historicamente alto. Considerando a projeção atual da pesquisa Focus – taxa Selic média de 10,75% e inflação de 4,43% – o Tesouro Selic deverá render, descontadas a inflação e os impostos, entre 3,5% e 4,3%.

Destacamos também o impacto do prazo da aplicação sobre os retornos. Em 2015, quem resgatou aplicações longas de mais de dois anos teve míseros 0,31% de rendimento.  Já para aqueles que retiraram as aplicações curtas de menos de seis meses, o ganho foi negativo! Após o pagamento de imposto de 22,5%, o investidor que aplicou neste título viu seus recursos perderem 0,57% do poder de compra no ano retrasado. Em termos práticos, você retirou menos do que aplicou.

Apesar da áurea de investimento seguro conquistada pelo título, o rendimento real líquido do Tesouro Selic costuma variar bastante.

O CDB Grendene e seus calçados

Grendene

“Somos um grande CDB com um negócio de calçados acoplado”.  O diretor financeiro e de relações com investidores da Grendene, Francisco Schmitt, não poderia ter sido mais direto e objetivo ao definir o modelo de negócios da empresa. A frase foi suficiente para que os acionistas e investidores entendessem o que esperar para os próximos anos de uma das maiores produtoras mundiais de calçados.

Os desafios e metas da Grendene foram apresentados em uma reunião realizada na semana passada. Schmitt foi questionado sobre vários assuntos. No entanto, a pergunta mais comum feita pelos acionistas e investidores foi: quando será distribuído esse caixa que só faz crescer e já atinge R$1 ,5 bilhão?

Sem titubear, o diretor financeiro da Grendene respondeu que a atual política de dividendos deve ser mantida – o que significa distribuir todo o lucro líquido, descontadas a reserva de incentivos ficais e reserva legal. Schmitt ainda acrescentou que, com a recuperação da economia, mais recursos do caixa serão utilizados na operação da empresa.

Aumento do petróleo não nos atinge

 Petróleo

Enganou-se quem achou que os calçados da Grendene – como Melissa, Ipanema ou Rider – dependem do petróleo. Que nada!

Segundo Schmitt, o gás natural e o cloro compõem o PVC utilizado nos produtos. Assim, os custos da empresa não dependem do preço volátil do ouro negro.

O diretor ainda afirmou que, com o aumento da produção de gás a partir do xisto nos Estados Unidos, a tendência é que os preços fiquem comportados nos próximos anos.

Dólar e seus efeitos na Grendene

dolar 

A empresa sinalizou que faz apenas hedge cambial – proteção contra variações do dólar – para garantir a receita. Até 90 dias antes do embarque dos calçados, o preço em real é travado de maneira a não depender do câmbio.

Quanto aos custos, Schmitt deu uma resposta curiosa para o fato de a Grendene não fazer hedge: quando o dólar sobe, o aumento de custos é compensado pelo menor preço do gás. E, em cenários de bonança, quando a moeda americana cai, o valor da matéria-prima costuma subir. Assim, não há, segundo o diretor financeiro, necessidade de proteção cambial para os custos da empresa.

Por fim, respondendo a uma pergunta sobre o impacto do dólar na companhia, Schmitt afirmou que o resultado é dúbio: períodos de alta do dólar, que significam maior valor exportado, geralmente, vem acompanhados de recessão ou menor crescimento interno, o que diminui a demanda no Brasil pelos produtos da Grendene, disse.

 Market Share 

Ipanema

A Grendene detém 25% de participação no mercado de consumo de massa de calçados, enquanto que a Alpargatas – dona da marca Havaianas – possui entre 40% e 45%, segundo Schmitt.

A diferença da Grendene em relação a sua concorrente parece grande, certo? Depende! Quando consideramos que a Ipanema estreou no começo da década de 2000 e a Havaianas é uma marca de 1962 percebemos que a empresa conquistou uma boa fatia do mercado.

A boa atuação da Grendene e o crescimento da marca em pouco tempo fez com que os acionistas e investidores questionassem Schmitt sobre a previsão de aumento de market share – nacional e internacional – da fabricante de calçados. “A gente cresce devagar com relacionamento forte”, disse o diretor, que usou a Crocs como exemplo de empresa que expandiu fortemente e hoje vê suas lojas sendo fechadas uma a uma com a queda de demanda.

 Metas da companhia

LL Grendene

 A Grendene traçou uma meta de crescimento do lucro líquido de 12% a 15% ao ano para o decênio 2008-2018.

O gráfico acima mostra que em oito anos o resultado da companhia aumentou 165%, se mantendo dentro do guidance. Segundo Schmitt, esse número é fruto do aumento de produtividade e margens da empresa.

A Grendene é uma das ações da Carteira KB. Acompanhe aqui nossos resultados e dê sua opinião!

Quer saber mais sobre CDB? Veja o texto “Qual rende mais? LCI ou CDB?