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Carlos Henrique Temporal (à esquerda) e Márcio Barros (à direita) durante entrevista ao KB

A Ferbasa (FESA4) – única produtora de ferrocromo das Américas – está cada vez mais perto de adquirir sete parques eólicos localizados no sudoeste da Bahia. Nesta segunda-feira (29), a empresa comunicou que a Assembleia Geral Extraordinária aprovou a aquisição das centrais – que  possuem um PPA (Power Purchase Agreement) contratado com o governo até 2034 para a venda de 81 MW médios de energia produzidos. 

A companhia deverá desembolsar R$ 450 milhões à título de equity (capital próprio) para a compra dos parques. O investimento não prejudicará a política de dividendos da FESA4. É o que garantiu o gerente de Relações com Investidores da Ferbasa, Carlos Henrique Temporal, em entrevista ao KB Investimentos.

No ano passado, a produtora de ferrocromo foi uma das ações da Carteira KB que mais distribuiu proventos para seus acionistas. No total, foi pago R$ 1,25 por ação preferencial. “Temos uma política de caixa mínimo para a condução das operações e para a manutenção da prática de pagamentos trimestrais de dividendos.  Portanto, mesmo com o que iremos gastar, ainda teremos um valor muito seguro de disponibilidades”, esclareceu. Atualmente, o caixa da empresa é de R$ 395 milhões.

A negociação das usinas eólicas faz parte das ações desenvolvidas pela Ferbasa para aumentar a produtividade.  Se concluída, a produtora de ferrocromo deixará de ser refém das oscilações do preço da energia elétrica e ainda aumentará seu caixa com a receita gerada das centrais.  “Essa compra reflete uma visão de longo prazo da empresa. Ela resolve um problema de dependência da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) para o fornecimento de energia”, disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Ferbasa, Márcio Barros.

A conclusão da negociação das centrais ainda depende das autorizações do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). 

Próximas etapas Ferbasa (alterado)

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11 pensamentos

  1. KB,
    Você tem alguma informação do contrato dos 81 MW para o governo?
    Procurei informações porém não achei.
    Qual será a TIR do projeto?
    Seria bom saber em quanto seria esse lucro.
    Pelo que vi os parques eram para entrar em operação em julho de 2014, porém houve atraso e pagamento de multas. Até o fim de 2016 não tinha entrado em operação, não consegui mais informações.
    Tem alguma informação? Abs

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    1. Oi Rodolfo,

      Essa informação de 81MW me foi passada pessoalmente pela diretoria de Relações com Investidores.
      A TIR do projeto não foi divulgada na ocasião. Acredito que todo o mercado está ansioso por saber.

      Quanto ao atraso para a entrada em operação dos parques eólicos, eu não sabia. Onde você pegou essa informação?

      Abraço.

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      1. Fala KB!
        Hoje pesquisei mais a fundo o case da Ferbasa e a compra do Parque eólico.
        As últimas informações que consegui foi a demonstração financeira de 2016, segue o site http://www.bwguirapa.com.br/arquivos/011117_180403_BW_Dez16.pdf
        Os parques entraram em operação em fev/2016. As debentures já foram quitadas e possuem um empréstimo com o BNDES 2,65% a.a. mais a variação da TJLP, com pagamentos mensais e sucessivos, vencendo o 1ª em 15/12/2015 e o último em 15/04/2032. Acredito que em 2017 deva ter tido um lucro de 20mi. A questão é a capacidade de geração dos parques, pois em 2016 tiveram que pagar multa por não cumprir os 90% do que foi contratado.
        A receita liquida da ferbasa de Janeiro e Fevereiro desse ano foi de 220mi (mesmo patamar do ano passado, e o valor do FeCr estando 70% do que estava no 1T2017), o que considero excelente. A receita financeira será afetada com essa compra da BW Guirapá, o que diminuirá o lucro financeiro.
        Caso a cotação venha a cair mais vejo uma oportunidade, mas o problema é esse parque eólico, teria que ter um ROE de pelo menos 7% para compensar a perda da receita líquida. O problema é ao invés de lucro dar prejuízo para a empresa inicialmente. Poderá afetar muito a cotação.
        Prefiro aguardar o resultado pós aquisição da BW Guirapá.
        Abs.

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        1. Obrigado pela pesquisa Rodolfo,

          Realmente a BW Guirapá teve uma despesa financeira grande em 2016, que resultou em prejuízo líquido. No relatório fala-se em “atraso por motivos alheios à gestão do projeto”.
          Segundo o relatório, a companhia já passou “gerar o caixa esperado pela Administração para cobrir os custos de operação e constituir reservas financeiras”. Então acredito que a multa por não cumprimento do contratado não deve se repetir.
          Quanto ao financiamento com o BNDES, a Ferbasa já anunciou que está mantido.
          A receita financeira, de fato, vai cair com a compra do parque, mas com a queda da taxa de juros ela já estava cada trimestre menor.
          Na minha opinião e acho que concordo com você, a questão é o ROE ou a TIR desse projeto? Vai compensar a queda de receita financeira?
          Eu tenho praticamente certeza que a operação será lucrativa e gerará caixa para a companhia. Quanto é o que todos queremos saber.

          Abraço.

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  2. Acho Ferbasa uma boa empresa. Por ter uma fundação que depende dos dividendos, entendo que o minoritários acabam se beneficiando com a política de distribuição de dividendos e visão de longo prazo. Por ser uma empresa cíclica, acho que devemos estar atento a esses ciclos. Parece que a empresa está no caminho certo de redução de custos, pois o preço de venda não tem muito como controlar. A Vale parece ter feito essa lição de casa (redução dos custos) e agora está indo bem com a recuperação do preço do minério.

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    1. Concordo plenamente Ricardo.
      Para as empresas que vendem produtos com preços definidos no mercado internacional, ou seja, tomadora de preços, o objetivo deve ser reduzir e diminuir a volatilidade dos custos.
      A Ferbasa tem obtido sucesso nesses objetivos. Essa foi mais uma atitude nesse sentido.

      Abraço.

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